Betânia, a organização e a MISSÃO!...

Ao longo de cada ano, são inúmeros os dias que há celebrações para assinalar um considerável número de feitos, de pessoas, condições, estatutos…enfim, datas que permitem chamar a atenção do nosso mundo para a importância do que é celebrado. Assim celebra-se o dia da mãe, do pai, dos amigos, dos namorados…da mulher!... Devo dizer que concordo com este tipo de celebrações, não só pelo significado em que se sustentam, mas também pelos valores que representam.
Embora entenda que deveria ser correspondido com a celebração do dia do Homem (porque não o dia do HOMEM?!...) sou de opinião que, celebrar o dia da mulher, deverá, sobretudo, ser uma oportunidade de dignificação da pessoa com capacidades, ativa e participativa, que se deve (auto)valorizar, a todos os níveis, sem favores nem especiais protecionismos. Assim, as capacidades/competências da “mulher” contextualizadas num mundo de oportunidades, devem emergir sustentadamente, sem qualquer tipo de legislação protetora  específica. É que, por via desta, são muitos os casos de mulheres que evoluem na vida levadas ao “colo” para lugares de destaque, nomeadamente na gestão de organizações, algumas com competências duvidosas e dinamismos criativos que deixam muito a desejar.
Ao longo da minha vida profissional e não só, tenho trabalhado, como quase toda a gente, com mulheres e homens. Já me cruzei, neste contexto, com mulheres dinâmicas, competentes e empreendedoras, o mesmo acontecendo com homens. Mas também já observei precisamente o contrário. Além do aproveitamento da condição feminina…não deixam escapar a sua veia oportunismo específico, tantas vezes lamentável.
Bom, mas o que interessa mesmo é valorizar as competências, sem reticências. Vem isto a propósito da recente tomada de posse dos novos Corpos Gerentes da prestigiada e conhecida Fundação Betânia – Centro Apostólico de Acolhimento e Formação, para o quadriénio 2016/2019. Poderia ser uma tomada de posse normalíssima, como tantas outras. Todavia, o que despertou a minha curiosidade, fruto da invulgaridade, diria singularidade, foi o facto de, no elenco diretivo, assumir a vice-presidência a Doutora Paula Pimentel. Isto, não por se tratar de uma senhora, já que essa posição na direção não configuraria nada de invulgar, mas porque é algo inédito, quer na vida daquela instituição, desde a sua criação, quer ao nível das I.P.S.S. da Diocese de Bragança-Miranda, no que diz respeito às Instituições que apoiam Pessoas Idosas, nomeadamente Centros Sociais e Paroquiais. Pelo que se nota, contra factos não há argumentos, a grande maioria destas I.P.S.S. têm na direção técnica mulheres e, neste domínio, o género feminino não se pode queixar quanto às oportunidades que lhe são proporcionadas. Só que, assumir a Vice-presidência a Diretora Técnica da Instituição insere-se, na verdade, numa filosofia de gestão mais avançada e com um espírito mais ativo e participativo, revelando uma “visão” que, também ela, se reveste de singularidade no que toca à verdadeira MISSÃO de quem, formalmente, preside ao Conselho de Administração da Fundação Betânia. Como não poderia deixar de ser, o Monsenhor Adelino Fernando Paes que, na minha perspetiva, nem necessita, neste contexto, das minhas referências positivas relativamente ao seu mérito como PADRE, mas sobretudo como HOMEM. O seu curriculum fala por si.  
E se o seu percurso na MISSÃO EVANGÉLICA tem sido uma referência de inovação e ação, também no que toca à gestão da materialidade das coisas da vida, o Monsenhor Adelino Fernando Paes, deixa um exemplo que muitos outros, que se sustentam, formalmente, no serviço à IGREJA deveriam adotar. É que, não obstante ter o lugar de presidente da direção, delegará na Doutora Paula Pimentel, as competências inerentes, de modo a ficar com mais tempo e disponibilidade para se dedicar à MISSÃO que lhe emerge do CORAÇÃO, a PASTORAL.
Tratando-se, com efeito, de testemunhos singulares, que qualifico de corajosos e muito positivos, quero desejar aos Corpos Gerentes da Fundação Betânia – Centro Apostólico de Acolhimento e Formação, e em particular à Doutora Paula Pimentel e ao Monsenhor Adelino Fernando Paes, as maiores felicidades e muitos êxitos ao serviço dos “Outros”, colocando os valores imateriais num plano de vanguarda em relação aos demais.