Bragança, as celebrações e a comunidade!...

Bragança, cidade do “Reino”, capital de distrito, comemorou, no passado dia 20, do mês corrente, mais um aniversário, o 552.º!... Bonita idade, sem dúvida. Se todo o seu passado faz da capital nordestina uma cidade com história e tradição, com referências singulares, a vários níveis, interessa, agora, que o seu passado seja potenciador de uma afirmação positiva no presente, com perspetivas motivadoras em relação ao futuro.
Se é certo que, todos os anos, se comemoram aniversários, também não é menos verdade que nem todas as comemorações são conseguidas e participadas da mesma forma e com a desejável proximidade com os cidadãos. Muitas vezes este tipo de comemorações reduz-se a “meia dúzia” de amigos designados eruditos, alguns vindos de fora, e pouco mais, passando despercebidas ao cidadão comum. Ou seja, àquele que sente, vive e trabalha na cidade/concelho, “vestindo a camisola” com identidade.
Porém, este ano, o Município de Bragança pretendeu, em meu entender, BEM, assinalar o aniversário da cidade, de forma diferente, inclusiva, envolvendo a sua gente. E, pelo que me foi possível perceber, o objetivo terá sido conseguido. Não só pelo envolvimento participativo do “povo”, mas também porque aos brigantinos, e não só, foi proporcionado um conjunto de atividades diversificadas ao nível cultural, desportivo, recreativo e gastronómico, que agradaram, motivaram e incluíram.
Foi maravilhoso sentir e ver o povo alegre e feliz, incluído na simplicidade dos gestos de partilha, que tinham tanto de inclusivo como de socialmente belo. É que, por vezes, sentimos que é importante ter oportunidade de participar no encontro, na comunhão, com a nossa presença a tornar-se parte ativa e participativa na alegria, partilhando também sorrisos e empatias.
Há gestos simples que podem contribuir para que outros, cidadãos comuns, fiquem felizes, não sendo necessário dar muito, mas oferecer boa vontade, num contexto de interatividade positiva e ambiente de alegria.
No contexto celebrativo, talvez porque sou um aficionado de Bandas Filarmónicas, sem menosprezar todas as outras atuações/prestações, o que mais me entusiasmou foi, já ao fim da tarde, a atuação das Bandas de Música – Bribanda e de Izeda, terminando, em conjunto, com o cântico de parabéns a Bragança, entoado por todas as pessoas presentes na Praça da Sé. Lindo…significativo!...
E, para terminar, não posso deixar de referenciar a degustação do bolo comemorativo do aniversário, confecionado por dez pastelarias da cidade. Houve doçaria, cada qual a melhor, e champanhe para toda a gente. Como se costuma dizer, à farta.
Todavia, quero aqui deixar uma observação. Tratando-se de uma iniciativa inédita, a união de pastelarias da cidade, que potenciou um maior conhecimento entre todos/as realizadores/as da confeção, será importante que este movimento leve à criação de um evento que potencie a divulgação da doçaria tradicional e criativa da nossa região.