Creio no amor do Matrimónio

Creio no amor do matrimónio, na união entre um homem e uma mulher, pois Deus, que é o Esposo do seu Povo, Jesus, que é o Esposo da Igreja nascida do seu lado aberto, continua presente no amor dos esposos que se uniram para sempre.
Creio no amor do matrimónio que leva dois seres a serem um só pelo amor que os une, numa fidelidade radical, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade, nas labutas da vida, porque não querem nunca quebrar o amor.
Creio no amor do matrimónio que faz nascer uma família, como igreja doméstica, onde se quer crescer sempre mais na unidade, na concórdia, no dom mútuo, na entrega incondicional.
Creio no amor do matrimónio que se alimenta na oração em comum, na partilha da Palavra, na busca incessante da vontade de Deus em discernimento acerca dos esposos, dos filhos, das opções cristãs da vida e do amor.
Creio no amor do matrimónio que leva os esposos a lutar contra qualquer acto de egoísmo pessoal, a pensar mais no outro do que em si, a abrir-se ao dom e à entrega, a querer construir sempre a renovada fidelidade.
Creio no amor do matrimónio que se alimenta da Eucaristia, onde Jesus, o Esposo, Se dá sem reservas, ensinando marido e mulher a darem-se um ao outro, aprendendo esta graça na Eucaristia, que é escola de caridade.
Creio no amor do matrimónio em que os esposos buscam com sinceridade a verdade, a justiça, a partilha, o diálogo, o perdão mútuo, pois não querem quebrar os laços do amor que os une e que querem prolongar na vida dos filhos.
Creio no amor do matrimónio que leva os esposos a buscar sempre, com delicadeza e generosidade, o melhor para agradar ao outro, para fazer o outro feliz, sabendo morrer a si mesmo, respeitando cada um a liberdade do outro.
Creio no amor do matrimónio que não se fecha em si mesmo mas que leva a família a abrir-se às outras famílias, no desejo de maior partilha, de dom mais universal, de felicidade dividida, de ajuda generosa.
Creio no amor do matrimónio como sacramento indissolúvel que se perpetua nos filhos dados por Deus e onde os esposos buscam sempre renovar o seu sim com encanto e alegria, sabendo envelhecer em comum, na arte do amor sem reservas.
Creio no amor do matrimónio em que os esposos lutam sem cessar pela fidelidade, pela vida, pela verdade, sem adultério nem sequer de pensamento, de olhar, de coração, pois não admitem ruptura no compromisso que fizeram.
Creio no amor do matrimónio em que os esposos descobrem no outro a pessoa de Jesus, o olham e se relacionam com ele nesta perspectiva que vai gerar sempre mais amor, mais dom, mais fidelidade e mais felicidade.