De quando em vez

O telemóvel, um mal necessário
Num mundo em que vivemos, aparecem protagonistas que, pela sua especificidade, ultrapassam as pessoas que gostam de aparecer nas primeiras páginas dos jornais, ou, nos noticiários das televisões.
È o caso do telemóvel esse fenómeno das comunicações, esse objecto que, quando colocado nas mãos de alguém transforma-o, congelando qualquer situação por mais urgente que seja.
Dorme, almoça, janta e passeia connosco. Até no supermercado, sobrepõe-se aos que estão a traz de nós á espera que, aquele objecto se cale, para que possam pagar e poderem sair para os seus destinos.
De facto, os que têm telemóvel estão presos a um simples vidro, em que figuras de um tamanho de uma unha lhe permitem estar em muitos outros lugares: encontrar amigos distantes, saber de familiares, etc. etc. É mesmo assim custe a quem custar.
Só o vibrar duma mensagem SMS, funciona como um interruptor que desliga o homem repentinamente das suas funções, e consegue aquele efeito, em que o ser que o liga á rede fica sem vida. Fica suspenso como alguns pássaros (flamingos), que dormem sobre uma perna só, imobilizada.
Como pode um objecto-telemóvel- estar sempre presente no bem e no mal, quando, cabe na palma da nossa mão.
Finalmente, já assistimos muitas vezes ao pânico de muitas pessoas ao pensarem na possibilidade de terem perdido o seu telemóvel.
È um facto, que o telemóvel com alguns inconvenientes que transporta, continua a ser uma ferramenta útil. Quer queiramos quer não, ele irá continuar a acordarmos de noite mesmo que seja por engano, obrigando-nos a ficar acordados a pensar o que poderia ter acontecido