De quando em vez: O que ainda não foi feito

Está mais do que provado que a politica e negócios não conjugam, grande parte da falência destes pais resulta do pessimismo defeito que se instalou, que é entregar a gestão de grandes regiões a políticos.
É raro encontrar-se uma empresa ou instituição gerida por (ex.) políticos que não dê para o torto.
Os duvidosos interesses que grassam na esfera politica, em aliança com os líderes de alta finança empresarial, são do piorio para uma economia saudável.
Há uns tempos, um auditor do tribunal de contas – Paulo Morais – descreveu um retrato arrasador sobre os interesses económicos e empresariais que minam o Estado e a politica, a começar pelo “mega centro de negócios” que é a “Assembleia da República”.
Diz Paulo Morais “que a legislação produzida sai dos grandes escritórios de advogados com leis feitas para não se perceberem e, muitas excepções para se favorecerem amigos”. E vai mais longe: “ A Assembleia da República fez uma comissão de combate à corrupção cheia de deputados com negócios. O seu presidente Vera Jardim, era presidente de um banco. Dali não poderia sair nada significativo.
Mais: Quanto à “mega centras de negócios”, o membro da transparência e integridade exemplifica com os nomes da MotaEngil, que no conselho de administração tem Jorge Coelho, Valente de Oliveira, Lobo Xavier e Rangel de Lima e outros.
Ainda, e dentro deste contexto, as empresas concessionárias dos “SCUT” são lideradas pelos deputados José Bello e Couto dos Santos. Com base nestes exemplos nacionais, basta agora aplicara visão que continua nas empresas e instituições, sobretudo políticas, a sua gestão seja entregue a pessoas cujo mérito conhecido é o de pertencerem ao aparelho partidário em exercício e, mais nada.
Do mesmo modo, continuam a fazer confusão como são utilizados dinheiros públicos em investimentos privados de duvidoso sucesso que, ainda não acabaram.
Finalmente, Paulo Morais tem razão quando pergunta: conhece alguém condenado por corrupção? Não há ninguém.
Não admira por isso, que os níveis de corrupção estejam a crescer em Portugal, como mostram os indicadores internacionais, tendo o nosso país descido dez lugares, nos últimos dez anos, da percepção que o mundo tem sobre a corrupção a nível nacional.
Uma percepção daqueles que estão fora.
Imagine-se então a nossa percepção – os que vivem cá dentro –, que os conhecemos todos?