De quando em vez (Parte II)

Recordar o coronel piloto aviador Gualdino Moura Pinto
 
Na revista Mais Alto de Maio e Junho do ano em curso o senhor Tenente General Piloto Aviador António de Jesus Bispo faz um relato pessoal sobre o oficial em questão, em reverencia á sua memória como preito de homenagem.
É muito importante descrever o perfil de o Coronel Moura Pinto e, também, relatar-se os eventos em que participou, ou as situações que viveu. Com a informação disponível estes relatos ajudam a iluminar as elevadas qualidades deste oficial, nem sempre devidamente compreendidas, como acontece muitas vezes com as grandes figuras no seu tempo.
O seu percurso militar desde 1947 na Unidade de Caça situada em espinho, revelou logo á partida o elevado grau de profissionalismo e dedicação sendo esta acção logo notada pelos camaradas e superiores.
Deste modo o seu passou pela Base Aérea da Ota, onde em 1952 assumiu as funções de Comandante da Esquadra 21, formando a primeira esquadrilha acrobática com o nome dos «Dragões» que era formada por 4 aeronaves F-84, as quais que alcançaram já na época um grande sucesso, quer no âmbito nacional, quer a nível internacional.
A exibição dos Dragões constituía um evento quase obrigatório dos programas de visita de altas entidades e Chefes de Estado estrangeiros a Portugal.
Assim, com a problemática da Guerra do Ultramar e já em 1958, o então Major Moura Pinto passou a prestar serviço na Base Aérea nº 5 Monte Real, voando e ensinando a voar os F-86-G. O Coronel Moura Pinto era altamente disciplinado, conhecedor e respeitador dos regulamentos. Adoptava um estilo de Comando que apelava aos elevados valores da Instituição Militar – Força Aérea. Era bastante reservado, sereno na reflexão e extraordinariamente calmo, para o exterior de si, mas muito determinado e nobre.
Embora não o exteriorizasse, era profundamente humano e, fazia tudo, o que estava ao seu alcance para valorizar as pessoas validas que estavam sobre o seu Comando. A sua liderança era pelo exemplo. A sua dedicação á missão sempre foi inexcedível, como aconteceu na forma como geriu a complicada situação no fim da sua comissão de  serviço na Guiné o que demonstrou as suas elevadas qualidades de Comando, a sua coragem, e a firmeza no cumprimento da missão.
Finalmente, muito e muito mais haveria a relatar sobre o percurso militar do Coronel Moura Pinto o qual recebeu dez honrosas condecorações das quais se destaca a medalha de prata de Serviços Distintos com Palma e também 15 louvores nas Unidades onde prestou serviço.
O Coronel Moura Pinto continua a ser uma referência aos jovens que prestam serviço na Força Aérea