Oportunidades

1. Apesar de a chegada do verão estar a ser, este ano, particularmente tímida, a vigilância das praias, rios e piscinas pede especial acutilância, sobretudo tendo em conta a promessa de uma vigilância apertada das autoridades... aos vigilantes. Os últimos dias para a regularização da situação pode ser uma oportunidade para que os veraneantes que escolhem o Nordeste Transmontano se sintam, de facto, em segurança, voltando sempre atraídos pela segurança e acolhimento. E os responsáveis pelas praias mais concorridas da região já mostraram estar atentos à situação.  

2. A abertura do Túnel do Marão pode representar para o Nordeste Transmontano a mesma oportunidade que, há 200 anos, a Marcha para Oeste representou para a América: o desbravar de um caminho rumo ao desconhecido mas cheio de oportunidades. Oportunidades que por aqui abundam à espera que o centralismo do litoral descubra esta terra por explorar e que, com a abertura do Túnel do Marão, passou de utopia a real possibilidade.

3. O regresso da exploração das Minas de Moncorvo ameaça ser um parto difícil, mas ainda assim um parto. Tal como lhe desvendámos na semana passada, o acordo entre a MTI e o Governo está cada vez mais perto, mas ainda a carecer de alguns passos formais, que levam o seu tempo. Mas, entretanto, vai-se sabendo que, apesar de a maior empresa de exploração mineira do mundo se ter desinteressado do negócio, outros colossos da área da mineração não deixaram escapar a oportunidade e haverá mais parceiros envolvidos nesta aventura da MTI. No acreditar está o ganho.

4. Esta é, também, a oportunidade que tenho de agradecer a aposta feita há quatro anos, pela Administração deste Semanário – Adriano Diegues e Jorge Alves, a quem muito devemos e com quem muito tenho aprendido – bem como pelo anterior diretor, Pe. José Carlos Martins que, ao longo de mais de quatro anos, deu continuidade ao trabalho de recuperação da saúde financeira do jornal diocesano ao qual, como a muitas outras empresas, também a crise bateu à porta. O Pe. José Carlos Martins soube ser agregador e motivador, apesar das decisões difíceis e tormentosas que muitas vezes as circunstâncias exigem.
Aos leitores, só posso deixar uma promessa e uma certeza: A de tentar estar à altura do desafio e honrar uma História que não se consome em 76 anos.
A equipa que agora tem a responsabilidade de trazer até aos estimados leitores estas linhas, foi forjada no calor da adversidade e mistura a força e irreverência da juventude com as provas dadas da experiência. É a melhor equipa que um diretor poderia querer e que me deixa a certeza de que melhor equipa os leitores não poderiam ter.