Os incêndios florestais e os meios aéreos para o seu combate

Todos os anos nesta época temos infelizmente um problema chamado incêndios.
Há cerca de 3 anos a esta parte, escrevemos um artigo sobre a EMA (Empresa de Meios Aéreos) situada em Ponte de Sôr, tendo como base o Aeródromo local, que funciona apoiado por um centro que, é constituído por uma sala de operações com cartas e informação sobre as manchas florestais e pontos de água existentes na zona, também, uma sala de refeições e outros apoios logísticos para que a sua missão seja levada a contento.
No presente, o dispositivo aéreo contempla este ano, tanto para ataque inicial como ampliado (quando o fogo já se propagou), seis aviões bombardeiros médios, 2 bombardeiros pesados (Canadair), 28 helicópteros bombardeiros ligeiros (Ecureuil), 8 helicópteros bombardeiros médios (Bell 212 ou equivalente), e, um helicóptero bombardeiro pesado Kamov (uma vez que 4 destes bombardeiros não estão operacionais). Destes meios aéreos, são propriedade do Estado Português os Kamov e os Ecureuil, sendo os demais alugados. Os Kamov são de origem Russa e foram adquiridos há oito anos pelo Estado Português, têm uma manutenção complicada e segundo noticiou o Sol no inicio deste mês de Junho, fora detectadas mais de 200 não conformidades numa auditoria realizada pela empresa vencedora (Everjets) do concurso publico para a sua manutenção. Segundo fontes do sector estimaram ter as aeronaves a funcionar em condições de segurança, custaria 4 milhões de Euros.
Portanto, os helicópteros devem ser chamados para fogos nascentes e aí a sua eficácia está comprovada. No entanto, muitas vezes ou por haver mais fogos, e por atraso na avaliação por parte dos Centros de Coordenação, o meio aéreo só é chamado quando a situação já é difícil de controlar. A juntar a tudo isto, e para o bom êxito desta missão, é fundamental, que os meios aéreos e do terreno seja conjunta; os primeiros por si só não resolvem, mas são uma preciosa ajuda.
Finalmente, os pilotos executam os pedidos de quem coordena, mas para tal é necessário que os coordenadores tenham conhecimento da capacidade dos meios que estão a ser usados, não pretendendo que estes resolvam aquilo, que muitas vezes centenas de homens no chão não conseguem.
Uma coisa é certa: Este ano como no passado, não se esperam facilidades.
A Protecção Civil está atenta para poder dar uma resposta cabal, ás exigências do combate aos incêndios florestais. Esperemos que sim.