Restabelecimento, das ligações aéreas entre Traz os Montes e Lisboa. Uma telenovela sem fim à vista

Em Junho de 20013, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, prometeu em Bragança, que, o assunto em título estava a ser tratado.
Passado quase um ano, desde aquela data, só se ouvem promessas, sobre o restabelecimento das ligações aéreas por parte dos governantes responsáveis por estas coisas. De concreto nada!
Entretanto, na nossa permanente luta na defesa de Trás-os-montes, fizemos e tivemos contactos em termos de propostas escritas com os municípios de Vila Real e Bragança sobre o problema em questão, apontando soluções.
No passado 23 de Março, conseguimos com dificuldade falar ao vivo com o Autarca Vila-realense, sem quaisquer resultados práticos.
O senhor presidente do Município limitou-se a dizer “que o Secretário de Estado, Sérgio Monteiro prometera abrir um concurso para o reatamento das carreiras aéreas, e mais não disse”.
Entretanto em 8 de Maio de 2014 o jornal Mensageiro de Bragança na sua página 12, em titulo publica “Assembleia Municipal de Bragança reivindica a construção do IP2 até Puebula de Sanábria.
Esta estrada estaria aliada á construção do aeroporto de Bragança que passaria pela transformação do actual aeródromo em Aeroporto.
Deste modo para que aeródromo de Bragança possa ser considerado Aeroporto, são necessárias algumas obras, cujos custos estarão a rondar os doze milhões de euros, podendo assim, transformar-se em Aeroporto Alternante da Região Norte, por não existente.Assim com o esperado reatamento destas carreiras aéreas, isto vem trazer ao de cima «o que é um Aeródromo», Alternante, e que será:
-- Aeródromo para o qual uma aeronave pode derivar, quando for impossível ou desaconselhável prosseguir ou aterrar num Aeródromo planeado.
Deste modo os Aeródromos alternantes dividem-se em:
--Alternante de descolagem.
--Alternante em rota.
--Alternante em destino.
No contexto actual os Aeródromos de Vila Real e Bragança são utilizados nas três opções, e, quando transformados em Aeroportos, a situação será idêntica.
Ainda, e dentro deste contexto, quem viaja de avião para o Porto, algumas vezes debate-se com os nevoeiros e outras impossibilidades que, obrigam as aeronaves que demandam este destino a serem desviadas para os únicos aeroportos alternantes devidamente certificados pela autoridade competente, existentes em território Nacional no Continente Europeu: Lisboa e Faro.
Em território fora de Portugal, Madrid funciona como alternante do Aeroporto Sá Carneiro da cidade do Porto. E muitas vezes é utilizado com todos os inconvenientes daí decorrentes, quando poderiam ser usados os Aeroportos de Vila Real ou Bragança.Para que o processo de transformação dos Aeródromos de Vila Real e Bragança em Aeroportos, possa acontecer, torna-se necessário coordenar todos os apoios possíveis não só a nível Executivo mas também a nível local, numa conjugação de esforços virados pelo mesmo objectivo, que o mesmo é dizer, encontrar-se na Área dos Transportes mais um vector indispensável ás acessibilidades da Região.