Tentei a concessão de um empréstimo bancário mas o meu gerente de conta referiu-me que seria muito difícil pois tinha uma taxa de esforço muito elevada. O que é a taxa de esforço?

 
De facto, quando alguém vai pedir um empréstimo, caberá á entidade financeira avaliar a capacidade de solvabilidade do consumidor, ou seja da capacidade que o devedor apresenta de poder honrar o cumprimento desse compromisso e de pagar o empréstimo.
A taxa de esforço constitui o resultado, apresentado em percentagem, do quociente entre os encargos financeiros mensais de um consumidor e os respetivos rendimentos mensais e mede o peso dos créditos no rendimento.
Poderá ser obtida, dividindo o somatório do valor de todas as prestações de créditos detidos pelo devedor e o somatório de todos os seus rendimentos. Quanto maior for a taxa de esforço maior será o risco de incumprimento associado se porventura surgirem imprevistos, como por exemplo um desemprego, um divórcio ou separação ou um corte salarial. Revela pois o nível de encargos financeiros que o consumidor detém e desejavelmente não deveria ser superior a 35%.
Avalie pois a sua taxa de esforço e controle as suas finanças para que, se surgir um imprevisto, não veja abalar o seu orçamento e entrar em indesejáveis incumprimentos, com graves consequências para a sua estabilidade financeira e da sua família.
Antes de avançar para a contratação de um crédito, equacione o impacto que tal decisão terá no seu orçamento familiar, sendo fundamental para tal a avaliação prévia da sua taxa de esforço. Seja prudente e evite situações de futuras dificuldades financeiras, prevenindo o endividamento excessivo.
Para informações complementares poderá contactar o Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado da DECO em http://gasdeco.net/
Para mais informações pedidos de apoio dirija-se à DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, Delegação Regional do Norte – na Rua da Torrinha, nº 228-H,5º andar, 4050-610 Porto ou através do endereço deco.norte@deco.pt