Ter pai e ser pai…com alegria!...

Não há dúvida. A vida não existira sem os nossos pais. São, portanto, a fonte de vida, da nossa vida!...E aqui, quando evoco os pais, faço-o no unificado conjunto, de pai e mãe. É dessa união que recebemos a semente que determina e potencia nossa vida. Por isso, nada nos pode dissociar dessa conceção, mesmo que, sobretudo em tempos idos, em muitos registos de nascimento, do nome dos progenitores se verificasse a omissão. Independentemente do inegável e insubstituível valor da mãe, que muito singularmente valorizo, o que pretendo evocar, agora, é o papel PAI!... Isto, também, porque no próximo sábado, 19 de Março, se celebra o DIA DO PAI. Por isso, uma data que devemos ter sempre presente e celebrar eternamente.
Decorrente, até, da minha experiência profissional, percebo que, em muitos casos, infelizmente, há pais que assumem muito pouco, ou mesmo nada, o papel e a responsabilidade de progenitores. Mas também há muitos que o assumem, sobre determinados contextos, com algumas posturas cujo exagero não é benéfico, nomeadamente em termos educativos e formativos. Ambos os casos não são recomendáveis. Importante, ou melhor, saudavelmente determinante, é que a relação bilateral aconteça de forma equilibrada, sensata e responsável, sustentada na afetividade inerente e coerente, cultivando a compreensão, valorizando os limites da tolerância e construindo a concórdia continuamente, baseada no respeito, educando a confiança e fortalecendo a esperança.
No momento em que escrevo, não posso deixar de me lembrar do meu pai que, como tantos outros, muito trabalhou ao longo da vida. Fez inúmeros sacrifícios, lutou por objectivos, procurou incutir nos filhos os valores que, na sua perspetiva, potenciam uma educação saudável e uma vida estável. Mesmo hoje, apesar das limitações decorrentes dos seus 94 anos, ainda continua a sonhar, a idealizar, apontando objetivos que gostaria que filhos e netos pudessem realizar. Vi e vejo na pessoa do meu pai, um grande admirador da vida, da sustentabilidade, do sucesso e do bem-estar familiar. Por isso, foi, é e continuará a ser, para mim, uma referência singular. E, nesta perspetiva, nunca se cansa de me recomendar que faça o bem possível pelos outros, pela terra que me viu nascer e pelas causas sociais que devo empreender.
Na condição de filho não posso deixar de referenciar os meus pais, sempre companheiros, amigos e unidos, ainda vivos e sorridentes, embora já velhinhos e doentes, os quais procuro apoiar e acompanhar na medida do possível, valorizando o importância da disponibilidade, do acolhimento, do diálogo verdadeiro, construído com base na escuta e no respeito. Só assim poderei, também eu, entender melhor o que é ser pai e até de avô, sobretudo num contexto afetivo de comunhão, atenção e proteção, promovendo a segurança e a estabilidade num contexto de esperança e solidariedade paternal. Manifestando o meu orgulho na condição de pai e avô, de duas “princesas” excelentes, nesta semana que termina com a celebração do DIA do PAI, daqui saúdo todos os pais do mundo, com o maior respeito e um sentimento afetivo muito profundo, não esquecendo aqueles que, nos derradeiros anos de vida, doentes e carentes, são abandonados pelos filhos de formas tão deprimentes.
Honrar, respeitar, ajudar e nunca esquecer o pai, muito mais que um dever, é uma obrigação que deve ser emergente do coração, onde amor deve residir de forma espontânea e segura, com vida e alegria.