António Pires

António Costa e o “Assalto ao Poder”

 
A solução governativa, “improvável” e “histórica”, de Esquerda, de que fazem parte o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e “Os Verdes”, saída do acto eleitoral que decorreu no pretérito dia 4 de Outubro, é uma realidade muito difícil de digerir por parte da Direita, num tamanho grau de frustração, ao ponto de considerar tratar-se de um “assalto ao poder” por parte de António Costa.

Os Refugiados e o Espírito Solidário dos Portugueses

Este povo luso pode ser, na visão poético/caricatural queirosiana, “imbecilizado e resignado…macambúzio … fatalista…burro de carga…”; pode estar na cauda da Europa na maior parte dos critérios de desenvolvimento; pode estar em crise, de tanga, ou em estado de pujança económica, mas não há nenhum que se lhe assemelhe na sua intrínseca e genuína faceta misericordiosa de se solidarizar, de forma desprendida, com o próximo.

Um Ponto de Encontro Chamado Golkeeper

Situado em pleno coração da cidade de Bragança, o Café Snack – Bar GolKeeper, aberto ao público no início dos anos 80 do século passado, é, porventura, em termos simbólicos, a par dos seus congéneres Chave d`Ouro e Flórida, aquele que mais nos remete para o nostálgico Café Cruzeiro – cujo encerramento foi considerado, para muitos que o frequentaram durante décadas, um “crime de lesa cidade”.

Barros Queirós: a Personificação da Moral Republicana

A abstenção de 43,1% nas eleições legislativas do pretérito dia 4 de Outubro vieram confirmar, sem qualquer espanto, o desprezo que os portugueses nutrem pela classe política. Um divórcio ao qual não é alheia a ideia (ficcionada ou não) de que a política é não a nobre arte de servir o povo, mas um lugar apetitoso onde se buscam tachos, satisfazem egos, ambições pessoais e clientelas.

A Vitória da PàF e a Metáfora da Traição Conjugal

Para uma larga maioria dos portugueses, o último governo liderado pela coligação PSD/CDS ficou marcado, entre outras coisas, quebrando, assim, muitas das promessas feitas na campanha eleitoral de 2011, pela responsabilidade de:
1 – Não ter controlado o deficit das contas públicas;
2 – Ter provocado o maior aumento de impostos da história da Democracia;
3 – Ter cortado nas reformas e nos salários dos funcionários públicos;
4 – Ter cortado nas prestações sociais;

A “Epidemia” dos Destacamentos na Classe Docente

Em jeito de adenda a tudo o que, sobre o assunto, foi noticiado pela comunicação social (regional e nacional), no final do mês de Agosto – como não podia deixar de ser, o mesmo mereceu honras de manchete no Mensageiro de Bragança -, parece-me importante introduzir uma outra dimensão do problema, porque sem ela corremos o risco de não compreendermos o que verdadeiramente está em causa.

O Chá da Urbanidade

Um reputado professor de Língua Portuguesa da nossa praça, aquando da entrega dos testes de avaliação aos alunos, usa como método de “dissuasão” do erro gramatical, de sintaxe ou de concordância, aquela que me parece a mais correcta das pedagógicas: em vez da humilhação de, no quadro preto, em plena sala de aula, evitando a crueldade juvenil, identificar e apontar o(s) autor(es) desta ou daquela incongruência, faz o levantamento de todas as inconformidades, com a respectiva correcção, dando a possibilidade aos “prevaricadores” de se redimirem sem traumas nem constrangimentos.  

O Seu a Seu Dono

Na edição n.º 3468 deste jornal, de 10/04/2014, assinei um texto titulado “Sobre o Clube Académico de Bragança”, com o duplo propósito de, por um lado, relevar a importância desta instituição que, no contexto do amadorismo, mais do que qualquer outra, tem dignificado e projectado a cidade e o concelho de Bragança; por outro, prestar uma pequena homenagem ao então presidente cessante, Fernando Gomes, pelo trabalho meritório à frente deste símbolo da cidade e, simultaneamente, para lhe demonstrar a minha solidariedade por empreender a aventura de abandonar o seu país, pelas razões que todos c

As Vírgulas, as Rotundas e os Semáforos

A propósito da escrita – meio através da qual, utilizando símbolos gráficos, organizamos o pensamento e exprimimos as nossas ideias -, um amigo perguntou-me, numa daquelas conversas de circunstância,  se não tinha a noção de que hoje em dia se usavam vírgulas a mais, referindo-se à produção literária em jornais, revistas, documentos oficiais, publicidade, etc.   

Só a Grécia para nos dar uma lição de Democracia

Nestes últimos anos, nós, a populaça, em resultado da crise económica em que o país mergulhou, temos sido diariamente bombardeados com palavras e expressões que pertencem ao campo semântico do “economês”: crise económica, mercados (quase sempre nervosos), dívida soberana, resgate financeiro, deficit, recapitalização da dívida, austeridade e outras que tais.