Ernesto Carolino Gomes

Para apurar a raça dos eleitos...

Tomei por muito infeliz o argumento da parte do primeiro-ministro na consideração de que o seu opositor principal fazia a defesa dos exames suportado no desiderato de apuramento da “raça dos eleitos”. Subliminarmente, tal asserção parece remeter para tempos negros da história recente de um holocausto que somente aos empedernidos não é capaz de arrepiar. Repudio, por isso, o argumento esgrimido, por se me pontificar ofensivo.

Eutanásia: estou velho, sou doente e não produzo

Antes de explanar os fundamentos da minha opinião acerca do tema, cumpre-me recordar que a ninguém é possível dissociar-se da circunstância que lhe cabe em cada momento, em face dela passíveis de alterar, imponderavelmente, sentimentos e valores. Em abstracto, todavia, sou discordante perante a prática da eutanásia. O profissional da medicina suporta-se num código deontológico próprio e pratica a nobreza do seu ofício sob um juramento que, enraizado embora nos confins do tempo, nunca foi colocado em questão.

Por uma parentalidade responsável

Faz-me um certo desassossego o tratamento de questões maiores a partir de rigor bem longe do respectivo merecimento, por isso de forma que me soa a ligeireza dissonante, mormente quando em causa a vida de crianças e os seus tão propalados superiores interesses. As audiências são internamente variadas nas suas sensibilidades, certo sendo daí resultar não se disporem a aceitar de forma idêntica os enlatados oferecidos na ausência de apreciação em jeito de escrutínio.

Homossexuais, adopção e poder paternal

Valha a honestidade intelectual, discordo do casamento entre genitalmente idênticos, homens ou mulheres, porque, ao invés, sempre entendi um casal constituir-se por via de duas pessoas sexualmente diferentes. Decorrente desta lógica, divirjo da adopção possível de crianças por “casais” homossexuais, no entendimento de que uma criança necessita de crescer ao lado de um pai e de uma mãe, ainda que não biológicos. E não coloco o princípio por questões sociais ou culturais, porém de natureza.

O largo da aldeia para todos

Admiro a vida dos que a pautam por percursos dignos e honrosos, cortando metas de sucesso à força da sua própria força e do seu mérito, sem o concurso dos ombros de terceiros, sem aventureirismos levianos, sem afastamento dos outros dos caminhos que, também eles, têm direito a percorrer. Admiro os que vencem cavalgando o seu próprio trabalho, árduo e suado. Recuso louvores àqueles que, por pérfidas artes e manhas traiçoeiras, se apoderam dos lugares a que outros ascenderam na prática virtuosa da honestidade, da honra e da dignidade. Porque louvores imerecidos.

Da passagem do ano ao dia de Reis, em Soeima

Dei um salto à minha residência habitual, para passar a véspera e o dia de Natal, comemorar o nascimento do Menino com os meus familiares mais próximos, regressando a Soeima, aqui assistindo à passagem de ano (mais um...) e ao dia de Reis. Havia muito que não o fazia, e estava expectante acerca do que se iria desenrolar.

Carta a um deputado deslocado...

Visando denegrecer a imagem do Presidente da República, deputado socialista expenderia que «isto não é um Presidente, é um gangster». Ao fazê-lo, não enlameou a figura presidencial, como pretenderia, mas a sua, infinitesimal, se cotejada com aquela outra, por muito que lhe possa custar. Enquanto aquele representa, sozinho, o órgão maior da soberania nacional, o snr. deputado não passa de mero apêndice de um outro: se quiser, para ser mais rigoroso, um duzentos e trinta avos. Espelhe-se, pois, na sua ninharia política.

O largo da aldeia para todos

Admiro a vida dos que a pautam por percursos dignos e honrosos, cortando metas de sucesso à força da sua própria força e do seu mérito, sem o concurso dos ombros de terceiros, sem aventureirismos levianos, sem afastamento dos outros dos caminhos que, também eles, têm direito a percorrer. Admiro os que vencem cavalgando o seu próprio trabalho, árduo e suado. Recuso louvores àqueles que, por pérfidas artes e manhas traiçoeiras, se apoderam dos lugares a que outros ascenderam na prática virtuosa da honestidade, da honra e da dignidade. Porque louvores imerecidos.

Carta a um deputado deslocado...

Visando denegrecer a imagem do Presidente da República, deputado socialista expenderia que «isto não é um Presidente, é um gangster». Ao fazê-lo, não enlameou a figura presidencial, como pretenderia, mas a sua, infinitesimal, se cotejada com aquela outra, por muito que lhe possa custar. Enquanto aquele representa, sozinho, o órgão maior da soberania nacional, o snr. deputado não passa de mero apêndice de um outro: se quiser, para ser mais rigoroso, um duzentos e trinta avos. Espelhe-se, pois, na sua ninharia política.