Ernesto Carolino Gomes

Os pais descartáveis...

O superior interesse de uma criança, de qualquer criança, deveria equivaler a questão suprema das questões, desde logo o seu tempo merecedor de atenção de qualidade maior e em maior quantidade, por não equiparável, sequer, ao tempo dos adultos, nem das instituições múltiplas onde se possam estes inserir. E, sendo as crianças pessoas, não são pessoas quaisquer. Do mesmo passo e identicamente, deveriam ser acautelados os interesses mínimos daquele a quem as crianças são subtraídas, em cenário de separação dos progenitores. Por norma, hábito e tradição, o pai.

Um gesto louvável em Soeima

Rendo a minha homenagem às mulheres de antanho, especialmente as dos meios rurais, procriadoras de proles extensas que iam criando com a maior das serenidades e, em casos múltiplos, o menor dos recursos materiais. Todavia, e sobremaneira, com muita ternura, muito carinho e muito amor, condimentos que chegavam para todos. Contrariamente às de hoje, vezes sem conta amarradas a egoísmos de ordens variadas, que habilmente tentam disfarçar com pretextos que não colhem, para recusarem prolongar-se na vida, filhos estorvos ao desígnio material que se propuseram.

A política é para os espertos, estúpido!...

Após o golpe desferido no coração político de Seguro, o mínimo expectável de Costa seria mais decência, honestidade e coerência. Após a derrota eleitoral, não se lhe  exigiria que tomasse o caminho de casa (nenhum político menos honesto gosta de o fazer), mas ficava-lhe bem fazê-lo, depois de haver atirado Seguro para a sombra política da forma como o fez e a pretexto do que o fez. Que provasse humildade, ao invés de ambição despudorada, atropelando moral e ética. Não lhe admiro a esperteza de nível menor com que passou a prova da sobrevivência; desprezo-a, por execrável.

Labirintos da Justiça

Rezava a notícia que tribunal de escalão maior revogara o decidido por outro de menor instância, autorizando que uma criança, levada pela progenitora para país outro, na ausência de consentimento do progenitor, mantivesse a permanência nesse mesmo país, mau grado acórdãos de outros tribunais impondo o regresso da criança.

Habilitações maiores, empregos menores

Repeti múltiplas vezes e em variadas sedes que tudo começou com o desmantelamento das escolas técnicas (comerciais e industriais), formadoras de jovens qualificados para o exercício das mais diversas profissões no mundo laboral. Se constituíam o parente pobre do ensino secundário, o parente rico equivalendo ao liceu, haveria que lhes levar a dignificação devida, ao invés de, liminar e levianamente, as destruir, em obediência a um cego complexo de esquerda.

Trilogias: do passado ao presente

Décadas atrás, um século quase, defendia o regime então vigente a trilogia Deus, Pátria, Família, a que alguns acrescentariam, posteriormente, Autoridade, Trabalho. Anos volvidos, por efeito de uma certa epidemia de revolucionarite instalada, todos os elementos foram torpemente ridicularizados. Deus foi arredado das vidas, dos pensamentos e dos corações, cedendo a um materialismo agrilhoante, à futilidade, sentimentos tornados metálicos, mais facilmente conjugado o verbo ter do que o ser.

Marca branca e outras marcas...

Canal televisivo passou imagens de Cristiano Ronaldo disfarçado a fazer magia (e como ele sabe fazê-la...) com uma bola de futebol no centro de Madrid, acompanhado de um cachorro e, de quando em vez, empunhando uma pequena caixa de cartão para a recolha de contributos voluntários daqueles que iam assistindo às diversas cenas do mesmo espectáculo.

A honestidade e o algodão...

Muito embora não fosse para tanto, atenta a proveniência, fiquei boquiaberto quando me foi dado ler que dirigente socialista afirmou representar a Grécia o reflexo da nossa situação, não fora a acção do partido onde o mesmo milita, aconchegado. Eu diria, simplesmente, o inverso: seríamos a outra face da mesma moeda grega se, equivocadamente, nos tivéssemos deixado embalar pelas melodias socialistas. Se a teimosia em negar o óbvio não fica bem, pior fica tentar virar o óbvio do avesso. A não ser que certa gente pretendesse a manutenção dos desmandos que tanto prejudicaram o país.

Até breve, meu Amigo!...

A sua vida não comportava segredos, ou os segredos não participavam da sua vida, porque sempre fez cristalino o seu passar dos tempos. Com a naturalidade e a pureza, a ingenuidade e a inocência de qualquer criança, verdade sem imaginação, traduzia para todos o seu dia a dia. Sem discriminações, livro aberto que todos liam, sala ampla de porta a franquear a entrada a qualquer um. E, virtude a relevar, jamais seriam falhas de atitudes ou comportamentos adequados, de saber estar e saber ser que ele poderia comunicar, simplesmente porque disso não existia na vida do meu vizinho Felisberto.

A honestidade e o algodão...

Muito embora não fosse para tanto, atenta a proveniência, fiquei boquiaberto quando me foi dado ler que dirigente socialista afirmou representar a Grécia o reflexo da nossa situação, não fora a acção do partido onde o mesmo milita, aconchegado. Eu diria, simplesmente, o inverso: seríamos a outra face da mesma moeda grega se, equivocadamente, nos tivéssemos deixado embalar pelas melodias socialistas. Se a teimosia em negar o óbvio não fica bem, pior fica tentar virar o óbvio do avesso. A não ser que certa gente pretendesse a manutenção dos desmandos que tanto prejudicaram o país.