Henrique Ferreira

Professor

O caminho do regresso à nova barbárie 3. Um novo contrário para domesticar os neoliberais

A nova barbárie sempre existiu mas, no Século XX, domesticada entre 1935 e 1973, pelos estados sociais, que tiveram de se opor ao socialismo soviético e assim suavizar-se, ela reemergiu num período de expansão desregulada do capitalismo (décadas de 60 e de 70 do Século XX), de afirmação do capitalismo financeiro (décadas de 80 a 2010) e de derrota temporária do contrário do capitalismo, o comunismo, entre 1970 e os nossos dias.

Deus é amor, não poder

Os evangelhos e epístolas adoptados pelo cristianismo católico usam e abusam de expressões como «o poder de Deus», a obediência a Deus», «a submissão a Deus». Em contrapartida, usam pouco expressões como «Deus é o Bem», Deus é amor», «Deus convida a amarmo-nos». Porém, o elemento mais importante da doutrina cristã católica para a sociedade é o terceiro dos três dogmas que a fundam.

O advento da Direita

Cinquenta anos depois do movimento do New Right (1965), nos EUA, que, por oposição ao New Left (1962) modernizou a Direita, conciliando-a com a democracia liberal, embora mantendo os valores culturais e sociais da tradição liberal americana, a Direita portuguesa moderna, não-salazarista e que concorda com o 25 de Abril, começa a afirmar-se em Portugal pela voz de historiadores, intelectuais e, até, de jornalistas.

A OPA sobre o PS

As não-eleições europeias desencadearam um vendaval no PS. Nada o faria esperar porque daquelas não-eleições nenhuma conclusão se pode tirar. Muito menos a de que o PS perdeu as eleições e a de que tem um Secretário Geral fraco politicamente e pouco competente tecnicamente.
Mas os guterristas-soaristas-socratistas-costistas de circunstância entenderam que deviam aproveitar todas as ambiguidades resultantes destas eleições para tentar mudar de Secretário Geral. Sem qualquer fundamento estatutário, lançaram uma OPA sobre o PS e sobre o seu Secretário Geral.

Desencanto, irresponsabilidade e demagogia

 Sobre estas eleições, que foram não-eleições, o melhor seria não dizer nada.
Porém, há que dizer algo que seja construtivo. Os comentários que hoje tenho visto partem do princípio de que estas eleições foram válidas do ponto de vista democrático. Porém, deste ponto de vista, não o foram porque só votaram 3,282 milhões de 9,680 milhões de eleitores. Mas, do ponto de vista legal, dado que vivemos num direito eleitoral de usurpação, foram legais porque a lei eleitoral existente as torna legais, indevidamente.

Esta democracia mata o futuro

 
 
Hoje, vou abordar três práticas democráticas, em Portugal, pelo ângulo da transparência, da ética política e de um critério de verdade política: a contratualização entre eleitores e eleitos.
Antes, porém, duas palavras. Uma para a saída da «Troika». Não estamos livres dela mas ela deu-nos um voto de confiança para continuarmos a austeridade sozinhos. Os avisos sucedem-se e, por isso, temos de estar vigilantes em relação aos vendedores de promessas.
A segunda palavra é para os benfiquistas. Não foi o ideal, o sonhado, mas foi muito bom.

Em memória de José Veiga Simão

Aos 85 anos, morreu José Veiga Simão, vítima de doença cancerígena. Seria profundamente injusto para a história portuguesa dos últimos 44 anos não evocar a sua memória, a sua personalidade e a sua obra. Por isso, o fazemos embora saibamos que ficaremos muito longe de conseguir exprimir a grandeza da sua obra.

Memórias do 25 de Abril V: O renascer da esperança

 
Em 5 de Março de 1974, o Movimento dos Capitães ganha estatuto político universal e passa a autodesignar-se por MFA (Movimento das Forças Armadas), na intenção de que fosse um movimento de todos: oficiais, sargentos e praças.

Memórias do 25 de Abril V: O renascer da esperança

 
Em 5 de Março de 1974, o Movimento dos Capitães ganha estatuto político universal e passa a autodesignar-se por MFA (Movimento das Forças Armadas), na intenção de que fosse um movimento de todos: oficiais, sargentos e praças.