Henrique Ferreira

Professor

2017: Há lugar para a esperança

Antes de mais, BOM 2017, para todas e para todos.
Penso que há razões para termos esperança em 2017. Mesmo que as não houvesse objectivamente, o ideário cristão permite e recomenda termos esperança e fé nos homens. Um cristão vê sempre o lado bom dos homens, mesmo quando generosamente em excesso.

Prudência na reflexão, moderação na acção

O mundo está a ficar perigoso mas a resposta não pode ser nem o proselitismo superficial nem a acção precipitada. Os nossos jornais nacionais estão cheios de artigos salpicados de profecias de apocalipse como se tudo o que é diferente do nosso pensamento seja perigoso, populista, nacionalista, comunista, reacionário.

Um ano de governação à Esquerda

Contra a minha própria aposta, o XXI Governo Constitucional da democracia portuguesa pós-1976, presidido por António Costa e com base no apoio do Partido Socialista (PS), do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista Português (PCP) vai aguentar-se para lá da aprovação do Orçamento de Estado (OE) para 2017, cumprindo assim pelo menos um ano de governação no dia 26 de Novembro.

EUA: entre o anjo salvador e o demónio destruidor?

O Partido Republicano (PR), conservador e liberal, ganhou as eleições de 8 de Novembro de 2016 para o Congresso, o Senado e a Câmara de Representantes, nos EUA (Estados Unidos da América, vulgo América). Seduziu 47,6% (60,07 milhões) dos 129 milhões de votantes americanos em quase 200 milhões de eleitores, obtendo menos 400 mil votos do que o Partido Democrata e Hillary Clinton.

Enquanto esperamos pela América

Escrevamos sobre Portugal enquanto não podemos escrever sobre as eleições para Presidente dos Estados Unidos da América porque Mensageiro de Bragança tem de encerrar a sua edição semanal até às 24 horas de cada terça-feira e os resultados das eleições só serão conhecidos lá para as 15h00 de quarta-feira embora as projecções de resultados possam aparecer lá para as 10h00. Isto porque a diferença horária entre New York e Los Ángeles é de três horas e a de Lisboa para New York é de cinco.

Da pobreza como modo de vida

 
A pobreza oficial medra em Portugal por razões óbvias: existem muitas instituições e profissões que vivem do apoio à pobreza. Por isso, os montantes do apoio a essas instituições não param de aumentar. E os aumentos reclamados não estão relacionados com a melhoria dos apoios sociais, seja à pobreza seja às pessoas mas sim com a engorda das instituições prestadoras.

A questão do IRS municipal em Bragança

Na Assembleia Municipal de Bragança, ocorrida no passado dia 28, teve lugar uma discussão deveras interessante e que, por isso, merece ter relato nas páginas deste semanário.
Esteve em discussão devolver ou não aos munícipes 5% do IRS que cada um deles pagou. Tal percentagem da colecta líquida de IRS dos munícipes é prevista na Lei 73/2013 como receita da Câmara Municipal, podendo esta, por sua liberalidade, devolvê-la ou não aos munícipes. Constitui uma receita de 1,7 milhões de euros.

Classe média?! Qual classe média?

A classe média, tal como o «imposto sobre o sol» e tal como a «taxa sobre o imobiliário mais caro», anda nas bocas do mundo. Pretendem os arautos dos rendimentos da classe média que os potenciais membros desta aceitem pacificamente os impostos que são «convidados» a pagar.

Setembro de educação

Setembro é um mês de esperança, o mês por excelência do pensamento do futuro, levado nas asas da educação. As crianças que entram pela primeira vez na escola entram cheias de expectativas. As escolas universitárias enchem-se de jovens em busca de sonhos.
Em Setembro, fala-se muito de educação, essa palavra equívoca que atirou para a Escola com todas as responsabilidades pelo futuro das crianças e jovens, misturando no conceito as responsabilidades da sociedade, dos pais, dos professores e dos próprios alunos.

Têm todos de ir à festa?

O mês de Agosto de 2016 chegou ao fim. É tempo de preparar o regresso ao trabalho e os recursos para o início do ano lectivo 2016-2017.
Os emigrantes já regressaram quase todos aos países que, um dia, lhes deram guarida. Muitos dos de França nem vieram porque gastaram o seu dinheiro a apoiar a Selecção Portuguesa de Futebol. Foram extraordinários nesse apoio. Foram exuberantes nas comemorações da vitória. Os que vieram contaram peripécias, um orgulho incontido na vivência da cultura e dos valores que nos constituem como Povo, como Nação e como Estado.