José Mário Leite

Memória II

Começo por uma manifestação de interesses: considero António Costa um bom presidente de Câmara como estou certo que foi garantidamente positivo o seu desempenho como ministro, quer dos Assuntos parlamentares, da Justiça ou mesmo da Administração Interna. Provavelmente seria, se eleito, um bom primeiro-ministro. Pessoalmente gostava muito de o ver a disputar o lugar à frente do Partido Socialista. Porque, mesmo que não ganhasse as eleições, exigiria dos seus opositores uma esforço adicional na procura de melhores soluções para o nosso país.

A lógica da batata

O princípio básico, fundador do conceito de justiça baseia-se numa permissa simples de enunciar: quem cumpre, quem pratica o bem, quem evita males a si e a outros deve ser recompensado; quem pelo contrário prevarica, pratica o male e prejudica outrém deve ser penalizado.
O art. 20 da Constitução Portuguesa assegura a todos os portugueses o acesso ao direito e aos tribunais  para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos.
 

Memória

Marco António Costa afirmou, recentemente, em Viseu que os portugueses olham para o PSD como um referencial de estabilidade por contraponto do que se passa no maior partido da oposição! Sendo, de alguma forma verdade, não me impede que abra a boca de espanto com tamanha falta de originalidade. Em 2010 ouvia-se exatamente o mesmo e com a mesma dose de verdade, igual “acusação” mas dos dirigentes socialistas acerca do ambiente social-democrata. Será que os dirigentes deste país perderam a memória. Ou porventura imaginarão que fomos nós que a perdemos?
 

Dias de sol

E há outros dias assim!
Há tempos em que as notícias, apesar da crise e dos dramas traz nas frinchas destas raios luminosos de luz.
 
Mesmo que os raios solares só sejam visíveis porque aparecem no meio da crise e depois de dias cinzentíssimos, são sempre de celebrar as boas notícias!
 

Em busca do Ser e a ponte do SABOR

Ao atravessar a novíssima ponte do rio Sabor, na Portela, assaltam-me, sempre, sentimentos contraditórios. Por um lado sinto-me bem com a modernidade, com o desenvolvimento que, queira-se ou não, a barragem do Sabor trouxe ao Nordeste em geral e ao concelho de Moncorvo em particular. Por outro, não consigo conter uma mágoa saudosa ao ver a velhinha ponte de pedra a ser engolida pelas águas da albufeira.

A Máquina Ganeza

As células alinhadas e sobrepostas, em sincronismo, alteram a sua forma longilínea e contraem-se. O músculo toma uma forma mais arredondada e expande-se na lateral, contrai-se na longitudinal, puxando com força o tendão. O osso movimenta-se em círculo sobre a rótula. O pé, no outro extremo, transmite ao pedal o binário. A força passa para a roda dentada. A cremalheira descreve um círculo puxando a corrente de aço.

PEPES

Há, sobre os municípios uma verdade que parecendo de La Palisse deveria merecer alguma atenção e análise: As Câmaras Municipais não são empresas. A sua “rentabilidade” não pode medir-se pela existência ou não de superavit económico ou financeiro, como resultado da sua atividade! Contrariamente ao que acontece no mundo empresarial a existência de grandes saldos de gerência poderá significar precisamente uma gestão errada, inadequada e “lesiva” dos interesses dos “acionistas”: os munícipes!

Novo pacto para a Europa

A Fundação Rei Balduíno lidera um projeto a que, entre outras, aderiram, na primeira hora a Fundação Bertelsmann alemã e a portuguesa Fundação Calouste Gulbenkian. O objetivo do Novo Pacto para a Europa é promover uma discussão sobre os caminhos que devem ser abertos e percorridos para ultrapassar a atual crise europeia.
 

Dias Cinzentos

Há tempos assim.
Há alturas em que parece que tudo o que acontece nos entristece.
 

O significado do Voto

E afinal houve vencedores.
E nem foram inesperados.
É certo que há quem continue a fingir que não vê, a fingir que não ouve. Faz-me lembrar algumas crianças que quando alguém lhes diz algo que sendo evidente não querem admitir, tapam os ouvidos e começam a “martelar”: “Não te estou a ouvir! Nã nã nã nã! Não te estou a ouvir!”
E na verdade, havendo, seguramente, várias conclusões possíveis sobre as eleições há uma que me parece linear e cristalina. E que vai de encontro a algo que tenho defendido desde há algum tempo, publicamente.