José Mário Leite

Big Data

Foram muitos os gregos que passaram, diariamente, por uma caixa multibanco, nos últimos dias. Sabemos isso pela observação das reportagens das televisões. De forma genérica e sem mais pormenores. Contudo há quem possa saber exatamente quem, quando e quanto dinheiro foi levantado seja isso relevante ou não. Esta informação que é privada e devia ser, como tal, protegida, sendo acessível, por meios humanos ou informáticos, levanta, obviamente, questões legais e éticas.

Pela nossa saúde

A Fundação Gulbenkian apresentou a seu tempo o relatório “Um Futuro para a Saúde”. O Conselho de Administração teve oportunidade de o discutir diretamente na Assembleia da República onde teve bom acolhimento apesar de algumas inexplicáveis divergências. É convicção que as principais conclusões e desafios serão, de uma forma ou de outra, integrados nos próximos programas eleitorais dado o contributo do referido documento para a necessária sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. São três os principais desafios que a equipa do Professor Jorge Soares nos apresenta:

PICALSO (Contributo para uma pseudo teoria económica)

Germano Trancoso, abastado proprietário nordestino, desiludido com as aplicações bancárias (quem vier a ler a novela saberá porquê) seguiu o conselho de um amigo: resolveu investir em arte. Pegou em vários milhares de contos e comprou um quadro do Picasso. Era a aposta mais segura, garantiram-lhe. Inicialmente interregou-se frequentemente se aquela pintura de mulheres com rostos angulosos com narizes deformados, olhos fora do sítio e bocas exageradas justificavam todo aquele investimento. Rapidamente se tranquilizou.

O PRÉMIO (Contributo para uma pseudo teoria económica)

Germano Trancoso foi um abastado proprietário rural do nordeste transmontano que se prestou a figurar numa pequena novela que ando a escrever, a fazer de morto e pouco mais.
 

FARDOS DE PALHA (Contributo para uma pseudo teoria económica)

Contrariamente ao que cheguei a recear, o meu amigo António gostou da minha crónica anterior. Tanto assim que me telefonou para reafirmar o acréscimo (modesto que seja) de riqueza patrimonial que efetivamente contabiliza desde a compra da velha charrua. Lembrou-me aliás uma conversa que tivémos em tempos, na taberna do Pataquim, sobre o tema da maior ou menor valia que um produto ou mercadoria pode ter.

CHARRUA VELHA (Contributo para uma pseudo teoria económica

Eu tenho um amigo fictício, a quem chamo António que serve na perfeição para ser personagem (quase) real das histórias que  invento para melhor transmitir aos meus leitores algumas ideias e pensamentos. É o caso.
 

PORTAS DE BRANDENBURGO

Ultimamente, quando se fala da Alemanha vem-nos logo à lembrança a sr.ª Merkel e o seu alter-ego para as finanças o inefável Schäuble. Contudo há uma realidade almã muito rica e diversa para lá da liderança europeia e da política financeira do motor económico da Europa. Foi este o tema do Fórum  Portugal-Alemanha do fim de Maio passado: trazer à colação outros temas ou outras visões sobre os temas tradicionais.
 

JOGOS DE GUERRA

Alexandros Athanasiadis deixou a sua querida Grécia há uma boa dúzia de anos para vir desenvolver a sua atividade de investigação em cristalografia no Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa. Estando longe de casa não deixa de seguir atenta e preocupadamente a situação grega. Tive o privilégio de partilhar ideias com ele na hora de almoço. Apesar das grandes diferenças, sobretudo ideológicas, que nos separam, facilmente chegámos a conclusões comuns.

MÁQUINA DE CALCULAR (O ALIBI DE SÓCRATES)

– Onde estavas no 25 de Abril? – foi uma frase que ficou célebre. Quase toda a gente tem uma resposta para ela. Mas se me perguntarem (a mim e a cada um dos meus leitores) “Onde estavas na tarde de 12 de Novembro de 1997?” não saberemos, certamente, o que responder. Porque essa data pouco dirá à maioria de nós. Ora se nessa data tiver sido cometido um crime em que eu não tenha participado e me acusarem de cumplicidade, não consigo ter nenhum alibi.

CARTA

Amadeu Ferreira foi recentemente homenageado em Lisboa, Miranda e outras localidades um pouco por toda a parte onde as suas qualidades humanas e inteletuais eram justamente conhecidas e reconhecidas. Sabemos bem que todas estas homenagens são menos que as que o escritor e estudioso sendinês merecia e mais que as que alguma vez desejou. Há contudo uma que sempre quiz e que ainda falta levar a cabo: a assinatura pelo Estado Português da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias.