Pe. Manuel Ribeiro

Partilhar é sempre multiplicar

Nestas férias de Agosto, as nossas comunidades crescem em número, em encontros e em partilhas. Agosto é, em muitos lugares, o único período de encontro inter-geracional nas nossas aldeias. A alegria do re-encontro pode rapidamente transforma-se em folias desordenadas e violentas.

Da ‘fé’ [de Tomé] à Fé

«Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29). Esta é a resposta que Jesus dá a Tomé – e também a cada um de nós – e que surge pela dificuldade de acreditar, de confiar e de amar do próprio Tomé. Mas o que significa isto? Significa que são felizes aqueles que fazem a experiência pessoal com Jesus. Não uma experiência sensorial, folclórica ou cogniscível. Antes, é um encontro que se faz no mais íntimo de mim mesmo, no fundo mais fundo do meu coração.

Identidade

Para uma sã convivência, todas as relações pressupõem regras e códigos. Regras e códigos que assentam em princípios antropológicos, filosóficos e teológicos sobejamente refletidos, estudados e vividos secularmente. São estas regras e códigos que dirimem o egoísmo e narcisismo naturais do ser humano e potenciam amplamente a revelação do melhor que há em cada um. Porém, não se pode esquecer nesta equação o condicionalismo próprio do tempo-espaço ôntico, ou seja, o homem é um ser num tempo e num espaço próprios, com condições e circunstâncias únicas e irrepetíveis.

Identidade

Para uma sã convivência, todas as relações pressupõem regras e códigos. Regras e códigos que assentam em princípios antropológicos, filosóficos e teológicos sobejamente refletidos, estudados e vividos secularmente. São estas regras e códigos que dirimem o egoísmo e narcisismo naturais do ser humano e potenciam amplamente a revelação do melhor que há em cada um. Porém, não se pode esquecer nesta equação o condicionalismo próprio do tempo-espaço ôntico, ou seja, o homem é um ser num tempo e num espaço próprios, com condições e circunstâncias únicas e irrepetíveis.

«Onde moras?»

 

Novo Ano, velhos desafios?

A cada Novo Ano, novos sonhos e novos desejos se aportam ao coração de cada um de nós. E este ano somos todos chamados a viver o dom e a vocação baptismal. Todavia, os velhos hábitos da pouca determinação e do quase inexistente sentido eclesial, faz com que, uma vez mais, os desafios do tempo presente sejam os ‘velhos desafios’ do tempo novo. 

A imposição pagã do pai-natal

Vivemos um período belo de luz e de cor que preenche as avenidas e ruas das nossas comunidades. O Pai Natal revela-se como que o elemento comum deste colorido.  Todavia, sempre me inquietou – e continua a perturbar-me – como é que num estado dito laico e democrático se permite à imposição, em forma quase ditatorial, na consciência social comum esta “nova” forma-fórmula de expressão de substituição religiosa do Natal-Encarnação. É nos colocado a ideia de que o natal é natal sem a razão do natal, sem Deus-Menino, sem o Dom da Encarnação. Tudo parece dado como adquirido.