Editorial

O papel dos pequenos na cadeia alimentar

A natureza habituou-nos a valorizar os maiores e mais fortes. Mas mesmo esses, para sobreviver, precisam dos mais pequenos, de quem se alimentam.
Se isso vale para a vida animal, vale para o resto.
Na Comunicação Social, muitas vezes é nas histórias trazidas à estampa pelos mais pequenos que os maiores vão buscar o seu alimento. É só olhar para os jornais diários todos os dias, ouvir as notícias nas rádios pela manhã e observar os telejornais da hora de almoço nas televisões. O fenómeno é diário.

Porque é que Maquiavel é para aqui chamado?

Já passou quase um mês desde as eleições autárquicas e os combates que então se travaram vão ficando para trás. A emoção, que muitas vezes tolda o raciocínio e condiciona as jogadas no tabuleiro do xadrez político (e provoca o erro), vai ficando aplacada e dando lugar ao pragmatismo e ao calculismo tático.

Águas passadas, equilíbrios futuros

Em período de seca, o distrito de Bragança promete entrar em ebulição nos próximos tempos, pelo menos no que a alguma política diz respeito. Será tempo de escolher titulares para uma série de cargos que representem a população que elegeu os autarcas. A Comunidade Intermunicipal será o grande tabuleiro de xadrez onde se vão cultivar alianças e dirimir argumentos (ameaças?). O PS está em clara vantagem, com sete das nove autarquias que compõe esta CIM (Freixo, Moncorvo e Carrazeda integram a CIM Douro).

Incendiários, o rapaz e o lobo

Este é um período especialmente crítico e propenso a grandes incêndios. Felizmente já não tanto na floresta mas na política, com o aproximar da campanha eleitoral para as autárquicas.
Para trás fica um agosto especialmente quente, em que vários partidos sentiram dificuldades em formar listas em algumas freguesias de vários concelhos.
Normal.
O que já não é tão normal é o facto de levianamente se invocar como justificação as “pressões” de quem está no poder. Não que elas não possam ter existido. Mas, a existirem, de facto, é caso de polícia e de tribunais.

Competitividade e os embrulhos

Na 2ª Edição do Estudo Nacional de Competitividade Regional, recentemente lançada pela Zaask, em empresa de consultoria, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, e que contou com a colaboração de 1321 empresários portugueses, Bragança foi considerado, em 2016, simultaneamente, o distrito com melhor a situação económica, segundo os empresários, e onde é mais aconselhável abrir um negócio. De acordo com o mesmo estudo, o distrito está, ainda, no topo da lista no que respeita à situação financeira das empresas.

Liberdade?

“Liberdade onde vais?
Liberdade onde cais?”

Quanto valem os valores

Longe da vista, longe do coração. Parece ser essa a máxima que preside às viagens de finalistas, que teimam em não sair das notícias dos jornais (até por falta de outros motivos de interesse, abundantes noutros anos por esta altura).
Os pais sabem que estas viagens não são propriamente momentos de introspeção e oração. Mas a distância de muitos quilómetros parece aplacar consciências.

Factos e pós-factos

Há vários anos que a Comunicação Social vive mergulhada numa crise profunda. O que começou em fartura, com a proliferação nos anos 90 de cursos superiores de jornalismo que começaram a despejar no mercado de trabalho mão d’obra às centenas, nem sempre bem preparada.
Os meios de comunicação existentes não foram capazes de absorver a quantidade de novos jornalistas que se faziam à vida e que, face à escassez de oportunidades, foram abrindo portas a precariedade e ao esvaziamento da memória das redações.

E tudo o vento leva...

No Jornal de Negócios, no dia 15 de novembro, lia-se a seguinte notícia: “Até final de outubro 60% da eletricidade produzida em Portugal teve origem em fontes de energia renovável.
Entre as renováveis, a energia hídrica foi a fonte mais utilizada na produção de electricidade (33% do total), seguindo-se a eólica (21%), a bioenergia (5%) e a solar (1%). A produção a partir de fontes renováveis atingiu um total de 27.997 GWh.

Os conterrâneos

São muitos, demais até, os transmontanos que, por circunstâncias várias, tiveram de sair da nossa região. Uns em busca de melhor vida, outros pelas diversas funções que foram chamados a desempenhar.

De entre esses, alguns se destacam, nas mais variadas áreas, ao longo da nossa história, das artes à religião, passando, obviamente, pelas funções governativas ou legislativas.

Isto a propósito de uma intervenção do jornalista Bernardino Barros num programa da TVI. “Sou transmontano”, sublinhou, com orgulho.