A opinião de ...

A UNIVERSIDADE DE TRÁS OS MONTES A ALTO DOURO A CAMINHO DA EXCELÊNCIA

 
Há cerca de dois anos que sou Presidente do Conselho Geral da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro (UTAD), o que me possibilita conhecer os problemas da instituição. Porque estou distante da gestão diária penso que, com isenção, posso dar a minha opinião sobre a forma como a UTAD tem vindo a evoluir.  
E porque se trata de uma instituição pública sinto que é também meu dever dar conta para o exterior da Universidade sobre o significado e importância das transformações operadas nos últimos dois anos.
Em termos gerias, a evolução da UTAD pode ser apontada como um caso muito positivo, o que nos nossos dias é raro de acontecer em instituições públicas. Aponto alguns exemplos demonstrativos desse facto:
De uma situação financeira altamente preocupante a UTAD atingiu um ponto de equilíbrio;
Nas últimas colocações de alunos no ensino superior a UTAD preencheu 96% das vagas disponíveis, quando a média dos anos anteriores rondava os 75%;
Aumentou em 13 % os projetos aprovados em relação aos submetidos na Fundação de Ciência e Tecnologia;
Atingiu um nível de execução física e financeira no montante de 10,5 milhões euros em projetos financiados por fundos comunitários;
Participou na fundação do Consorcio UniNorte.pt, que contempla o desenvolvimento de uma ação coordenada entre a UTAD e as Universidades do Porto e do Minho. Este consorcio já apresentou uma proposta conjunta para financiamento de projetos de cerca de 20 milhões de euros;
Criou a Plataforma de Inovação do Vinho e da Vinha para a qual está assegurado um financiamento de 6 Milhões de euros para os próximos quatro anos. Este projeto tem como objetivo transformar a UTAD num dos mais importantes centros de excelência a nível mundial nas matérias que têm a ver com o vinho e a vinha;
Soube aproveitar o facto de alguns dos seus ex-alunos serem hoje considerados por revistas da especialidade como os que têm produzido os melhores vinhos do mundo, o que me permitiu criar o slogan “A UTAD, UMA ESCOLA DE CAMPEÕES”.
Percebeu que uma instituição quando se fecha para dentro de si própria definha e acaba por morrer e abriu-se ao exterior de forma decidida. Assim, definiu um sistema de relacionamento com as autarquias das três Comunidades Intermunicipais do Interior Norte, as Associações Empresariais e outras instituições, que tem como objetivo dinamizar projetos estruturantes para as regiões de baixa densidade; criou um programa de sustentabilidade que passa pela criação do ecocampus e valorização do Jardim Botânico onde está enquadrada, envolvendo candidaturas de projetos conjuntos com a autarquia de Vila Real, no domínio da regeneração urbana e da mobilidade, o que representa um exemplo na relação entre autarquias e Universidades; e, pôs de pé dinâmicas coletivas da academia que envolvem a comunidade académica e a sociedade civil na criação de um plano de atividades e orçamento participativo, o que é um sinal distintivo no meio universitário;
A nível interno houve a capacidade para criar uma dinâmica de trabalho que tem possibilitado que praticamente todas as decisões tomadas a nível do Conselho a que tenho a honra de presidir, o terem sido na base de consensos muito alargados.
Há seguramente problemas que ainda estão por resolver mas é preciso que se saiba que a UTAD está a percorrer um caminho na direção de um patamar de altíssima qualidade o que é um motivo de orgulho para a Região Norte e para o País.