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Assunção Cristas e o exemplo de Maria na abertura do ano do IDEP

António G. Rodrigues em Qui, 20/10/2016 - 14:56

Maria, fonte de inspiração para vários domínios da vida. Foi esta a grande mensagem passada por Assunção Cristas, antiga Ministra da Agricultura e atual líder do CDS, num testemunho na primeira pessoa sobre a importância que o exemplo da Mãe de Jesus tem na sua vida.
Uma oração de sapiência proferida na passada sexta-feira, no seminário de S. José, em Bragança, no âmbito da abertura do novo ano escolar do Instituto Diocesano de Estudos Pastorais, o IDEP.

"É uma inspiração na minha vida, nas várias dimensões. Quando Paulo Portas me desafiou a entrar para a política falei com muita gente, pensei muito, rezei, pedi inspiração ao Espírito Santo e lembrei-me do exemplo de Maria, que disse que sim. Os católicos são educados a, por defeito, dizer que sim às coisas. E este dizer que sim tem muito a ver com o sim de Maria, que não teve medo de se desinstalar e desarrumar a sua vida e aceitar uma coisa que, no caso dela, não compreendia. E acabou por aceitar, confiando, dando um grande exemplo de disponibilidade", frisou Assunção Cristas.
Sublinhou, ainda, que "Maria dá-nos um exemplo de disponibilidade, de esperança, de confiança". "Referi aqui algumas passagens do Evangelho onde Maria é protagonista e que mostra estar tão atenta ao que se passa à sua volta, como nas bodas de Canaã ou que mostra estar atenta ao que se passa com o seu filho e guarda no seu coração, precisamente como D. José Cordeiro dizia, para multiplicar e replicar aquilo que tem dentro de si. Também uma Maria muito disponível para os desafios que lhe vão aparecendo na vida. Não tem medo, não tem coragem, confia e acredita", sustentou.
D. José Cordeiro, bispo diocesano, explicou que esta sessão surge como "uma preparação para o ano litúrgico-pastoral". "Desta vez fazemos coincidir o ano pastoral com o ano litúrgico, que é o ritmo normal da vida da Igreja".

Lembrando que o convite a Assunção Cristas surgiu "há bastante tempo, muito antes de toda a alteração política e pessoal na sua vida", adiantando que se tratou de uma "linha testemunhal de como se vive a Fé na dimensão política, familiar, na sociedade em que vivemos e não apenas dentro da Igreja". "De como no mundo contemporâneo é possível viver com autenticidade, com alegria, a Fé cristã. Foi isso que ela transmitiu, sabendo que é esta a autenticidade da sua vida, não é um discurso pré-fabricado, para agradar. É um testemunho que quisemos aqui sublinhar e, ao mesmo tempo, criar um espaço de reflexão e de diálogo, de forma leve e serena", acrescentou o prelado.
 
Para D. José Cordeiro, o IDEP reveste-se de especial importância pelo papel que desempenha na formação permanente dos leigos. "Desde há cinco anos, na primeira assembleia do clero que realizámos, propusemo-nos a três prioridades que estamos a concretizar, de uma forma lenta mas determinada, naquela que é possível, que são a reorganização pastoral, a formação permanente do clero e a formação permanente dos leigos. Estão interligadas. Se não houver o aprofundamento das razões da nossa esperança é difícil qualquer reorganização e qualquer mudança na vida pessoal e na vida da diocese. Soará tudo àquilo que o Papa Francisco diz do mundanismo espiritual. É o reformar por reformar, sem ir às fontes e ajudar à mudança dos corações. É isso que se pretende e a formação não entendida como uma atualização mas, sobretudo, como uma atitude de vida", explicitou.