A opinião de ...

Como criar negócios inovadores de crescimento sustentável?

Exemplos de fenômenos dos negócios digitais estão por toda a parte. Muito é falado sobre Uber, Airbnb e outras empresas, que rapidamente expandiram seus negócios para além das fronteiras para as quais foram criadas.
Mas, o que leva um negócio a crescer?
Certamente uma das funções análises mais apreciadas pelos profissionais de marketing digital é a curva exponencial,  onde depois do “joelho”, da média, as coisas vão miraculosamente para cima. A questão que é ignorada por muitos é que durante um bom tempo as coisas ficam a baixo criando uma tensão enorme de “não estarmos crescendo tão rápido quanto deveríamos”.  Vale ressaltar que os negócios digitais não são somente agencias e statups digitais, os negócios digitais são TODAS as empresas conectadas as pessoas de alguma forma.
O fato é que a maior parte dos negócios digitais, TODOS, concentra-se em performar melhor: mais arrojadas taxas de aquisição de clientes, retenção, closing, leads, esperando que algum tipo de efeito de rede aconteça e aí a coisa exponencialize. O pensamento incremental é o lado esquerdo do cérebro do negócio digital, responsável por operar melhor e mais rápido. E o lado direito é a experimentação.
Design for growth significa equilibrar AMBOS em uma velocidade fora do padrão. A verdade é que Google, Uber, Airbnb, Facebook estão continuamente testando centenas de novas funcionalidades por dia. E seguramente a maioria delas fracassam sem levar o negócio junto, claro, e são justamente esses fracassos – e os poucos acertos que acabam acontecendo como resultado desse processo – que garantem a capacidade de inovar dessas empresas. Durante a época de ouro da Web 2.0 [2004-2008], muitos serviços atingiram escala de usuários seguindo a máxima “escale sua base antes e seu negócio depois”. Os poucos que conseguiram sobreviver, contudo, fizeram muito bem pelo menos três coisas:
1- Adicionaram valor para o usuário e ao mesmo tempo negócios para a plataforma. O Uber, por exemplo, é um serviço bacana, interessante, bem desenhado, usável, mas o usuário ainda tem que pagar. A empresa agradece os elogios, claro, mas recebe pelos serviços que presta;
2 – Construíram uma plataforma de aquisição centrada em retenção. Estranho? A Leide Metcalfe – o valor de um sistema de comunicação cresce na razão do quadrado do número de usuários do sistema – só vale no mundo do digital business se os peers não trocam seus telefones fixos por celulares, ou seus celulares por smartphones. Reter é tão importante quanto conquistar;
 3 – Pivotaram o negócio algumas vezes até achar um ponto de crescimento. Isso porque os usuários e suas interações adicionam valor para o negócio digital, mas é bem difícil no início encontrar o que é valioso para quem está fora.
 “Não importa quão bonita seja a sua estratégia, você deveria ocasionalmente dar uma olhada nos resultados”, é uma citação interessante de Churchill [aqui livremente traduzida].
A paráfrase digital também é válida: “não importa o quão bem você performe, ocasionalmente você deveria olhar se está – de fato – crescendo exponencialmente”.
 
Thiago Ventura. Brasileiro, estudante de International Business Management - (European Degree) na ESTIG. Formado em Publicidade e Propaganda pela UNA/Brasil.
 

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