A opinião de ...

Voto responsável!...

 Embora a terminar, ainda estamos no verão. Para muitos, tempo de férias, de contato com a natureza, de festas e diversão. Regressa, o outono, então, sereno e contemplativo, talvez mais propício à introspeção. Mesmo que assim não fosse, entramos, a partir de agora, num importante período de reflexão, da nossa vida, da vida da nossa comunidade, da nossa pátria, da nossa NAÇÃO. As eleições autárquicas estão à porta. Assim, pela nossa porta, pelo nosso bairro, aldeia ou cidade, anda gente que, agora, em campanha, com o nosso bem-estar se importa. E isso só é bom, se for esse o verdadeiro espírito, a forma de pensar e agir, coerente, não só neste período, mas SEMPRE. Acreditando numa sociedade, onde, cada um de nós, tem um papel importante, na vida do “outro” e na comunidade, não podemos deixar de assumir, de forma clara e inequívoca, a nossa responsabilidade. Agora e sempre, é certo. Mas o dever cívico de votar deve constituir, também, uma atitude de respeito, pelo nosso futuro, por quem está longe e por quem está perto. Por isso, não podemos ficar acomodados, até porque o acomodamento e a indiferença, não dos deixa desresponsabilizados. Impõe-se que cumpramos o nosso dever, assumindo-o com vontade de evoluir harmoniosamente no progresso, com sucesso, como se uma forma de luta se tratasse, combatendo não só a indiferença, como também a descrença. Só participando de forma construtiva, teremos moral para, no futuro, podermos reclamar de forma ativa. Por outro lado, neste período, é importante que devidamente nos informemos, partilhemos as nossas preocupações, as nossas reflexões, sobretudo no sentido de clarificarmos a nossa posição. Se nos silenciarmos, se não nos tornarmos suficientemente esclarecidos e reflexivos, se não participarmos democraticamente no mundo que nos rodeia, compactuamos de forma negligente e acomodada, com propósitos pouco claros e muito mal definidos, de certa gente. Só informados e preparados, podemos escolher, coerentemente, entre quem nos parece que está para servir o “seu” povo, num propósito de missão, e não para dele se servir, na função, sem respeito pelo povo que o elegeu, sem ética, nem a honesta dedicação. Quem está preparado para nos governar no presente, e daqui para a frente, de forma transparente, humana, justa e eficiente, potenciando o otimismo e fazendo reviver confiança e a esperança, pois são as positivas realidades individuais e coletivas, melhorando a condições e qualidade das suas vidas, que tornam as pessoas mais felizes, alegres e socialmente interventivas. Com efeito, não será sensato não negligenciar no domínio das promessas adiadas, das utopias descaradas, das prepotências e da ousadias no, controlo das consciências. Conscientes que andam por aí muitas gentes, no mundo da política, sem criatividade, nem ideias, próprias consistentes, sustentadas em esquemáticas “boleias”, será importante que avaliemos os aproveitamentos oportunistas. Por isso, é nosso dever ser diligentes, o que pressupõe uma observação cuidadosa, para apreciar a importância dos deveres a cumprir e para fazer as escolhas conscientes, como fruto de uma reflexão atenta e ponderada. Só os cidadãos que pensam serenamente nos seus deveres, eleitores, ou candidatos, de maneira a harmonizá-los, nas prioridades que entre eles deve ser estabelecida, nos passos inerentes para os realizar é que possuem o controlo da ação e do tempo, numa perfeita concordância entre os objetivos pretendidos e os realizáveis.

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