Os incêndios florestais e a necessidade do seu combate antecipado

Com o Verão a chegar, devem as preocupações de todos nós, serem dirigidas para a eventualidade cíclica dos incêndios florestais que, infelizmente, nestes últimos anos têm devastado o, interior do nosso País.
De facto, se a quantidade de água lançada sobre os fogos, que em 2017 aconteceram, fosse equivalente à torrente de palavras, artigos, entrevistas sobre esta temática que, já foram ditas, escritas e efetuadas, certamente viveríamos sem labaredas na próxima década.
Com isto dito, parece-nos sensato que as entidades competentes na matéria, baseando-se nas experiências colhidas ao longo dos anos, encontrem medidas adequadas a ganharem esta guerra.
É necessário que os agentes especializados neste combate trabalhem sem pressões, e sintam confiança no que fazem.
Em Sintra donde escrevemos há anos que existe um plano estratégico de prevenção de incêndios relativo a toda a zona que cobra a Serra onde se situam o “Castelo da Pena” e todo um conjunto de monumentos que tornam a vila uma atração turística de renome não só a nível nacional mas também a outros níveis.
O Plano acima referido foi concebido pelo Dr. Cristiano Costa Santos, que durante vários anos ocupou as funções de Chefe da Proteção Civil da autarquia Sintrense.
O Dr. Cristiano Costa Santos era muito amigo do chefe Artur da “Cruz Verde” e também da “Cruz Branca”, sendo muito estimado quando exercia as funções de Inspetor Superior dos Incêndios. Deslocava-se com frequência a Vila Real dentro do âmbito do cargo que ocupava.
Finalmente, pensamos que a gestão dos meios aéreos deveria ser entregue à Força Aérea em perfeita coordenação com os meios terrestre de combate ao incêndios como aconteceu nos anos 90 e ainda recentemente quando da presença do avião de fabrico Russo “Benev”, o qual face a sua capacidade de transporte de água 10.000 litros e que foi assistido na Base Aérea nº 5, de Monte Real.
É evidente que quando os meios aéreos sejam insuficientes, poderá pedir-se a cooperação dee países amigos, para otimizar os recursos disponíveis.
Esperamos que o verão de 2018 seja menos dramático em termos de quantidade de incêndios, pois nota-se uma vontade forte dos agentes envolvidos neste combate, em ganhá-lo.