. // Partidos em descrédito Por: / Secção: Editorial / 18-01-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
.Há cada vez mais pessoas que não se revêem nos partidos tradicionais da nossa democracia. Alguns nos últimos tempos rumaram em direcção a uma nova força política, o Bloco de Esquerda, que tenta não ser um partido, como os outros, mas está a tornar-se, cada vez mais, um no meio dos outros. Veja-se o que recentemente aconteceu na Câmara de Lisboa, com a retirada da confiança política ao vereador Sá Fernandes. A maioria deixou de se interessar pela política e não vota nas eleições. Entretanto a sociedade civil estrebucha e novos movimentos têm surgido, tentando ocupar, não o espaço da esquerda ou da direita, mas o espaço dos desiludidos com os partidos e piscando os olhos aos abstencionistas. Procuram o seu espaço, no espectro eleitoral português, e não se sabe se algum dia merecerão a votação dos portugueses e poderão desfrutar do seu espaço de intervenção na Assembleia da República. Recentemente surgiu o movimento Portugal Pró-vida. Os militantes deste movimento, para além de se empenharem em campanhas em defesa da Vida, têm, também como objectivo, apresentarem-se “a sufrágio com programa e candidatos próprios”. Acreditam que “Portugal precisa dum movimento político de Defesa da Vida na Assembleia da República – expressamente mandatado – não subordinado a conveniências ou «oportunidade de agenda» dos lóbis cujos interesses hoje reconhecidamente determinam a política portuguesa: inconsequente, cinzenta, recessiva e, em última análise, suicida”. Este movimento, segundo a sua página na Internet (http://portugalprovida.blogspot.com/), resulta da reflexão de um conjunto de cristãos, que à luz da sua fé e da Doutrina Social da Igreja decidiram “autonomizar-se das forças políticas tradicionais” e organizarem-se em movimento de defesa da Vida, que tenha uma representação na Assembleia da República. Na semana passada, entregaram um abaixo-assinado na Assembleia da República, com cerca de cinco mil assinaturas, exigindo o debate de uma petição para alteração da lei do aborto, aprovada a 15 de Julho de 2007. Os promotores desta petição pretendem que seja discutida “a possibilidade de, nas declarações de rendimentos, os contribuintes poderem optar por dar dinheiro para associações de apoio às mães em vez de contribuírem para a aplicação da lei do aborto”, como explica o primeiro subscritor do documento, Luís Botelho Ribeiro, professor de Engenharia na Universidade do Minho. Ninguém gosta de ver mal gasto o dinheiro dos seus impostos e todos os que são contra o aborto não poderão ver com bons olhos a aplicação das suas contribuições na destruição de vidas humanas. Na petição apresentada defende-se o direito de “objecção de consciência para os cidadãos – contribuintes que entendam gravemente atentatório para a sua consciência ver-se pelo Estado forçados a dar a sua colaboração material, através de impostos, para a realização de abortos”, pelo que, “seria de elementar justiça que o legislador tomasse em conta esta questão” e orientasse os dinheiros desses contribuintes para a protecção da vida. Precisamos de mais movimentos que dêem corpo a tantas outras preocupações dos cidadãos, a que os partidos políticos tradicionais não têm sabido corresponder, mais preocupados com outras questões, como as suas clientelas, levando a maioria dos eleitores a desinteressarem-se da actividade política, com a abstenção a aumentar sistematicamente.

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1 Comentário
Tem toda a razão, mas enquanto a indignação se mantiver apenas como "Movimentos", os partidos tradicionais vão assobiando para o lado e continuar com o desrespeito pelos cidadãos e com a governação irresponsável. Por isso, no ano de 2008, dois desses Movimentos resolveram adquirir o estatuto de partidos para constituir uma verdadeira alternativa para Portugal e proporcionar aos cidadãos novas políticas e novos políticos, desfazendo-se da corrupção e do clientelismo da actual partidocracia que alternadamente (des)governa o país.
O MMS - Movimento Mérito e Sociedade já será uma alternativa no país e em Bragança nas Legislativas de 2009, ajudem-nos a consolidar o nosso projecto para Portugal em www.mudarportugal.pt ou, para a região de Bragança em mms-braganca.blogspot.com
Cumps,