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Vila Real // Diálogo em torno do Douro Por: Daniel Faiões / Secção: Actual / 31-01-2009 Imprimir Enviar a um amigo

António Martinho já preside à Entidade de Turismo do Douro

António Martinho, antigo Governador Civil de Vila Real, tomou posse da Entidade de Turismo do Douro, na passada terça-feira, 27, nos Paços do Concelho da capital de distrito. Para o presidente, “a Turismo do Douro trata-se de um desafio no que diz respeito à sustentabilidade, seja ao nível do ambiente, mas também da actividade económica e do turismo”.

António Martinho acredita que só “há sustentabilidade se houver investimentos”, defendendo que, para isso, é também importante criar formas de colocar os intervenientes do Douro em debate de ideias. “A grande tarefa que temos pela frente é pôr os agentes a conversar uns com os outros. No espaço de mês e meio vai haver um grande encontro de todos os agentes do turismo do Douro que servirá para as pessoas se conhecerem, concordarem, discordarem e analisarem, de forma a podermos agir.”

O presidente lembrou ainda que a sustentabilidade deve assentar numa captação de turistas já familiarizados com o Douro, dando igual atenção àqueles que ainda é preciso conquistar, usando como arma a divulgação da região. “Este ano demos a conhecer o Douro através de três prémios na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o Aquapura, o D.O.C. e a Quinta do Seixo, e ainda com o nosso próprio pavilhão que despertou grande interesse”.

A Entidade de Turismo do Douro vai participar na 10ª edição da Xantar – Salão Galego de Gastronomia e Turismo, com início a 4 de Fevereiro, fazendo parte da “Embaixada do Douro”, numa iniciativa coordenada pela Associação de Empresários de Hotelaria Turismo Douro. A Xantar 09 tem como país convidado a Argentina, o que, desde logo, vai permitir encontrar sinergias privilegiadas com um dos países mais representativos da América Latina. Esta interacção com Espanha, nomeadamente com a Galiza, é justificada por António Martinho pelo facto do Douro não ter sido feito só pelos durienses. “Foi também feito pelos transmontanos, beirões e galegos”, lembrou.

Para além dos três produtos que o Douro oferece, o turismo cultural e de paisagem, o turismo da natureza, a gastronomia e o enoturismo, o presidente em funções afirma “querer ir mais longe”, recorrendo para isso ao golfe “que pode existir desde que não fira as paisagens”, afirmou.

Pretende-se ainda aproveitar os fluxos turísticos que circundam a Entidade Turismo do Douro, até porque “a Castilla y León vão dois milhões e meio de turistas por ano, mas ao Porto deslocam-se vários milhões. Chegaremos directamente às empresas, às companhias de aviação low cost. Queremos que o Porto e Gaia sejam duas portas de entrada para o turismo do Douro”, afiançou.

António Martinho considerou que o Douro “tem que irradiar para Trás-os-Montes e para as Beiras”. “Faremos interacção com a Entidade Regional de Turismo do Norte, mas fá-la-emos também com a Serra da Estrela, porque Meda e Escalhão são também Região Demarcada do Douro”, explicou.

Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, presente na cerimónia, congratulou o presidente da Entidade de Turismo do Douro e aproveitou a ocasião para falar das novas linhas de crédito de 500 milhões euros para as médias empresas e 400 milhões de euros para as pequenas e médias empresas. “O objectivo passa por apoiar soluções para o turismo que sejam criativas e transversais. Foram criadas para agentes hoteleiros, agentes de viagem, empresas de animação turística e empresas de restauração, que têm até uma linha de crédito específica – de 50 milhões de euros – com o objectivo de as requalificar.”

Questionado em relação à competição que se vai processar entre as várias regiões de turismo do País, o elemento do Governo perspectiva-a como “salutar”, uma vez que “não só mobiliza quem afirma esse objectivo, mas todas as outras para se tornarem cada vez melhores”. “Somos um País pequeno mas que tem esta nuance muito interessante que é esta diversidade concentrada”, frisou. Segundo Bernardo Trindade, o Douro nunca será um destino massificado, porque não ter “dimensão para tal, mas com aspectos singulares que o tornam único”.

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