Vila Real // Antigo terreno para a Cruz Verde sem destino Por: / Secção: Actual / 12-03-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Acessos difíceis sustentaram a intenção de remodelar oUm terreno no bairro da Araucária, em Vila Real, cuja escritura foi assinada em 2001, daria lugar ao novo aquartelamento dos Bombeiros Voluntários da Cruz Verde. Os maus acessos para a hipotética construção deram consistência ao projecto de remodelação e ampliação do velho quartel, estando agora por definir o que será feito no loteamento devolvido à autarquia. “Tecnicamente achámos que não era viável, dado que os acessos iriam causar muitos transtornos, nomeadamente, em hora de ponta, com as escolas que ficam adjacentes ao terreno”, explicou o comandante da corporação, Fernando Mota. Este projecto de requalificar as “velhinhas” instalações agradou ao comando da Cruz Verde, porque “será mantida a mística da corporação”. Desde que assumiu as funções de comandante interino na corporação em 2003, Fernando Mota mostrou sempre alguma relutância em relação à construção de um novo quartel no tal terreno cedido pela autarquia. “Era a favor de fazer uma troca de terrenos e construiríamos noutro local. No entanto, com esta hipótese de remodelar e ampliar a estrutura e tendo, há quatro anos, um projecto para este fim, tivemos somente de ampliá-lo.” A última Assembleia Municipal, a 26 de Fevereiro, acabou mesmo por ser decisiva para o avanço da remodelação, com a suspensão parcial das medidas que regem o Plano de Pormenor do Centro Histórico da cidade. Assim, foi dada luz verde à remodelação do actual edifício dos mais antigos bombeiros vila-realenses. “Estávamos dependentes dessa assembleia, mas agora temos tudo preparado para nos candidatarmos a fundos para as obras. A Autoridade Nacional de Protecção Civil, numa primeira análise, já disse que não há qualquer inconveniente e, por isso, iremos avançar”, assegurou o comandante. Contactado pelo Mensageiro, o responsável pelo pelouro do urbanismo de Vila Real, Miguel Esteves, referiu não estar informado quanto ao fim que será dado ao terreno que serviria para receber o novo aquartelamento. O vereador reencaminhou mais esclarecimentos para o gabinete de comunicação autárquico, que revelou igual desconhecimento.
Novas instalações, velhas preocupações
A revolução urbanística do projecto permitirá à corporação usufruir de novas comodidades, que até agora estavam um pouco esquecidas. “A parte a construir é voltada para a melhor instalação dos nossos bombeiros, implicando a construção de novas camaratas, balneários, salas de convívio e de formação, um refeitório e cozinha”, explicou o comandante. A ampliação do quartel será feita para o local onde actualmente se situa a parada dos bombeiros. A questão da segurança do aquartelamento será tida em conta nas obras de beneficiação. “Os portões são velhos e pesados e, quando saem os piquetes, ficam abertos e de noite a questão de segurança tem de ser tomada em conta”, lembrou Fernando Mota. As construções antigas não tinham em conta as pessoas com deficiência motora, mas a corporação quer colmatar esta lacuna. “A parte antiga sofrerá obras de beneficiação, com vista à adaptação do acesso superior a deficientes motores, que, neste momento não temos”, adiantou o comandante. Assim o Museu da Cruz Verde ficará totalmente acessível a todos, uma situação que actualmente não é possível.


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