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Hóquei Patins // Alijó um município sobre rodas Por: Frederico Correia / Secção: Desporto / 03-04-2008 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Frederico Correia
Com a autarquia alijoense a querer aumentar a oferta nas modalidades desportivas no município, Gustavo Dias foi a peça que faltava para se dar início à patinagem em Alijó. Com algum investimento financeiro e empenho dos envolvidos resulta o regresso

Começaram em Fevereiro de 2006 as aventuras sobre patins no concelho de Alijó. O ex-hoquista Gustavo Dias, com raízes em Alijó, procurava uma ocupação, depois de ter terminado o seu percurso como profissional de hóquei patins, uma “modalidade para a qual os portugueses têm uma apetência especial”. Apresentado o projecto à Câmara Municipal de Alijó, a ordem foi de “iniciar e ver qual a receptividade”, alargando as actividades oferecidas pela Escola de Formação Desportiva do município. Depois de implementada a patinagem no concelho, Gustavo Dias fala numa “coincidência” que revolucionou a modalidade de rodas em Alijó. “Depois de iniciarmos, já em 2007, por uma grande coincidência, recebi um telefonema de um antigo treinador meu, Cristiano Pereira, que andava a tentar organizar um jogo de veteranos entre Portugal e Espanha. O assunto chegou à Câmara que mostrou disponibilidade para receber o primeiro Portugal – Espanha em veteranos da história.” Gustavo Dias tinha consciência de que o jogo entre as velhas glórias, em Junho do ano passado, seria importante para colocar “outros olhos” sobre a escola de patinagem que dirige e poderia ser uma ponte para a implementação do hóquei. “No dia do jogo as crianças da patinagem fizeram uma pequena demonstração e acabaram por participar na festa. Os jogadores das duas equipas combinaram entre eles e doaram dez equipamentos.”

Dez equipamento e uma equipa

Com equipamentos para colocar uma equipa de dez crianças a jogar hóquei patins, Gustavo Dias arriscou, abriu inscrições para formar uma equipa, restringindo as idades entre os 8 e os 10 anos, e “já se encontra qualidade”. “O meu papel, neste momento, não é passar conhecimento técnico-táctico específico, porque são muito novos e isso é chateá-los, sendo o meu papel ajuda-los e prevenir que não se magoem. Assim, eles vão evoluindo de uma forma orgânica e é fantástico ver que, após estes primeiros meses, os miúdos já fazem qualquer coisa.” Numa modalidade em que os atletas, obrigatoriamente, usam luvas, joalheiras, caneleiras patins e stick, não esquecendo os “extras do guarda-redes” e a bola de jogo, com poucos recursos a Escola de Patinagem de Alijó está limitada a uma equipa masculina, mas Gustavo garante que, com mais equipamento, haveria mais equipas. “Neste momento, só temos uma equipa porque só temos dez equipamentos completos, que também se vão usando e ficando gastos. Se tivéssemos mais material, posso dizer que teríamos pelo menos mais um escalão masculino até aos 12 ou 13 anos”, garante Gustavo Dias, que ressalva “já estar muito satisfeito com uma equipa”. Com a formação da única equipa de hóquei do Distrito de Vila Real, que inicia Alijó no historial da modalidade, resta à patinagem continuar com as 15 meninas inscritas, que “também mostram vontade de jogar hóquei”. “As miúdas que andam na patinagem adoram o hóquei e estão inscritas na patinagem porque não temos equipa de hóquei feminina. Esta modalidade está a ter uma expansão enorme no sector feminino e tenho garantias de que teria uma boa equipa feminina.”

“Autarquia empenhada”

Esta Escola de Patinagem tem boas perspectivas de se tornar “clube”, com a inscrição da equipa existente em competições oficiais. Neste momento, é uma actividade exclusivamente dependente da autarquia de Alijó, “que sempre se mostrou empenhada neste projecto”, garantiu Gustavo Dias. O Vereador com o Pelouro do Desporto da autarquia alijoense, Luís Azevedo, mostra-se satisfeito pela formação de “uma equipa que poderá competir no próximo ano”. Quanto à limitação do hóquei patins a uma equipa, Luís Azevedo fala da necessidade de avaliar a receptividade e a procura de “parcerias”. “A autarquia, também no desporto, trabalha para obter resultados e, se houver, da parte dos praticantes, uma resposta positiva, faremos um reforço no apoio à modalidade para aumentar o número de equipas. No entanto, não descoramos a possibilidade de haver parcerias com privados, empresas ou outras entidades, que nos possam socorrer no apoio ao desporto porque, neste momento, é um esforço exclusivamente municipal.” O Vereador com o Pelouro do Desporto congratula-se com o empenhamento dos “pais” neste projecto e fala nos “contactos com empresas vinícolas”. “Já fizemos alguns contactos informais, embora ainda sem uma resposta positiva, estamos cientes de que algumas empresas vinícolas irão patrocinar este desporto connosco.” Apesar do Pavilhão Municipal de Alijó já estar equipado para acolher o hóquei patins, Luís Azevedo fala de um “problema que persiste”. “Este pavilhão já estava preparado em termos de piso, tivemos de colocar tabelas, redes de protecção e balizas, um investimento que é sempre significativo numa autarquia como a nossa. No entanto, temos um problema que persiste entre as actividades lectivas e as actividades espontâneas e associativas, porque é muito complicado montar tabelas para um treino de hóquei e depois desmonta-las no dia seguinte para que hajam aulas de educação física. Neste sentido, estamos a negociar com os professores de educação física para que, pelo menos, uma vez por semana possamos ter as tabelas montadas para praticar hóquei.” Esta actividade torna Alijó o único concelho com uma equipa da modalidade. Para Luís Azevedo “estes concelhos têm de primar pela diferença”. “Primar pela diferença é completar a nossa tabela de oferta de forma a dar aquilo que é exclusivo, neste caso, o hóquei patins aparece como algo específico de Alijó. E, neste momento, temos resultados positivos em termos de apoio e empenhamento das pessoas e por isso se as pessoas quiserem nós, autarquia, também quereremos.” Frederico Correia

Perfil

Nome: Gustavo Dias

Idade: 34 anos

Ex-hoquista, representou o FC Porto, UD Oliveirense, CD Portosantense, ACR Gulpilhares e Candelária SC. Abandonou a carreira de guarda-redes de hóquei em 2004/2005 como vice-campeão nacional da 2ª Divisão Nacional pelo Candelária SC. Este feito permitiu a subida ao escalão máximo do hóquei português de uma equipa açoriana, um acontecimento inédito na Região Autónoma dos Açores.

Romaria até Bragança em Maio

Esta equipa de Alijó, ainda inserida na Escola de Formação Desportiva do município, preparam a sua estreia numa “competição”. Embora seja um jogo de carácter amigável com outra equipa da região, o Clube Académico de Bragança, este é o primeiro encontro da equipa alijoense. A autarquia está a preparar transporte para a equipa, que espera poder contar com o apoio das “meninas que andam na patinagem”.

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1 Comentário Feed

João Herculano Rodrigues Bessa · escreveu em 08-08-2008 às 05:42:14
Sou natural de Vila Verde-Alijó, tenho 41 anos e desde os 2 anos que estou radicado em Paredes, Distrito do Porto, há cerca de 5 anos que sou dirigente (seccionista) de uma equipa de hoquei em Patins, aqui de Paredes, A.C.D.R. Olá Mouriz, temos equipas de Seniores (Nacional III Divisão), Juniores (Campeonato Nacional), Juvenis, infantis e Escolares. No mês passado fomos honrados com um convite para um jogo exibição de Juniores em Freixo de Espada a Cinta, onde defrontamos o sporting Club de Portugal.
Caso queiram efectuar algum jogo com os nossos miúdos, pode-me contactar e marca-se uma data pois é com imenso prazer que nos oferecemos.
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