Vila Real // Pelos que não votam porque são “invisíveis” Por: / Secção: Actual / 10-06-2009 · 2 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
Votar em cadeira de rodas foi o desafio lançado aos eleitores da freguesia S. DinisO voto é de todos e um direito que a todos assiste. Destas mensagens já estão fartos os deficientes motores e cegos, o que é preciso é garantir o acesso ao direito. Não apenas para sensibilizar, mas sim criticar, estudantes da universidade transmontana montaram fileiras de cadeira de rodas à entrada para mesa de voto da freguesia de S. Dinis, em Vila Real. O desafio era simples, vote na pele de um deficiente motor, e a receptividade foi grande. Quanto aos verdadeiros deficientes motores, nem vê-los, “são invisíveis”. Até às urnas, quem precisa de se deslocar em cadeira de rodas, acompanhado ou simplesmente de muletas, muitas vezes, já nem perde tempo. Torna-se assim “invisível”, porque não aparecem, e já “não é preciso os governantes preocuparem-se em ter locais de acesso para deficientes”, criticou Francisco Godinho, docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Dos alunos de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidades Humanas, a mensagem era simples: “quer experimentar votar em cadeira de rodas?”. A resposta é que variava. Felizmente, muitos foram os que aceitaram. A escadaria da Escola Camilo Castelo Branco, no centro da cidade, tem pouco mais de dez degraus, tem 11. Um obstáculo que não pesa aos jovens, mas que se torna inibidor aos deficientes e idosos. “Pretendemos comprovar um alerta que já tinha sido feito pela Associação Portuguesa de Deficientes, pela falta de cuidado na escolha dos locais para a instalação da mesa de voto”, explicou Francisco Godinho. Enquanto isso, os seus alunos desafiavam Manuel Miranda Brás, de 66 anos, e Maria Menezes, de 81 anos. Se para o primeiro foi “até uma ajuda”, para Maria Menezes foi “uma das muitas iniciativas que deviam existir”. Unânimes, estes dois idosos reconheceram que, “sem ajuda, não votavam certamente”. Nesta mesa de voto, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenso Simões, também foi desafiado a participar na iniciativa. “Todos os dias nos damos conta de novas circunstâncias, de novas situações, que impedem que todos os cidadãos exerçam direitos iguais e de forma igual”, constatou. O elemento do Governo salientou que, apesar de não estarem disponíveis nesta secção eleitoral, boletins em Braille já foram disponibilizados em alguns pontos do País. Contudo, “ainda há muito a fazer”, confirmou Ascenso Simões. Para o presidente do núcleo de estudantes do curso da UTAD, David Fonseca, a iniciativa não poderia ter sido melhor sucedida. “As pessoas ficaram marcadas pelo facto de uma pessoa em cadeira de rodas ter grandes obstáculos a superar para exercer o direito ao voto.” O universitário foi mais longe ao lembrar que, “só depois do acontecimento, a pessoa acidentada sente as verdadeiras barreiras que, por muito pequenas que sejam, tornam-se num verdadeiro inferno”.

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2 Comentários
Hipócrita, onde persiste a técnica da palmadinha” nas costas” e os constantes sorrisos” amarelhos” que com alguma regularidade nos estam a anunciar, uma mão cheia de soluções para resolver parte dos nossos problemas ( AS BARREIRAS ARQITECTONICAS EM TRE OUTROS). Será possível usufruir das muitas coisas que nos são retiradas, pelo desinteresse, (ignorância e descriminação,) que estamos sujeitos permanentemente pelo desinteresse, indiferença, ou ignorância que permanente mente estamos sujeitos. BASTA JÁ DE TANTA HIPOCRESIA, IGNORANCIA , E DESCRIMINAÇÃO.
Neste momento penso que os nossos políticos são portadores de uma deficiência comportamental e aperfeiçoada e permanentemente, que se manifesta na forma hipócrita de se relacionarem com nosso. Tenho duvidas que neste nosso pais, nos cheguem a considerar cidadão de segunda talvez, somos, cidadão virtuais.
Basta já de tanta descriminação, e respeitem o Decreto Lei Nº 163/ de 8 de Agosto de 20006
Felisbel Correia.
Sempre em luta pelos direitos das pessoas portadoras de deficiência.
Felisbel Correia.
Sempre em luta pelos direitos das pessoas portadoras de deficiencia.
Perteço a A.P.D. De Chaves