Vila Real // Loja do Cidadão: a polémica continua Por: / Secção: Actual / 22-06-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Manuel Martins mostrou o “empenho” e Rui Santos reagiuSem-fim. Poder-se-á começar a pesar sobre o processo Loja do Cidadão no concelho de Vila Real. Entre anúncios de possíveis locais para a instalação do equipamento e o seu “chumbo”, surgem críticas e questões dos opositores do autarca de Vila Real. Farto de ver este tema como “arma de arremesso”, o presidente da câmara, Manuel Martins, tornou pública uma proposta aprovada por unanimidade em reunião do executivo camarário em 17 de Junho de 2009. Neste documento, é pedido à secretária de estado da modernização administrativa uma decisão “célere”. Na proposta assinada por Manuel Martins e aprovada coniventemente pelos deputados socialistas, são descritas cronologicamente todas as soluções apresentadas pela autarquia à Agência para a Modernização Administrativa (AMA). Ao todo, o autarca vila-realense enumera mais de dez edifícios para a possível instalação. Alguns dos quais foram recusados e de outros ainda é esperada uma reposta para a possível instalação. Destacam-se o edifício das Galerias CARF, na Rua Direita, o Museu Numismática, o antigo Banco de Portugal e o r/c do Governo Civil. Empenhado contra a imagem da autarquia como entrave e não como parte interessada para a instalação da Loja do Cidadão, o presidente da câmara de Vila Real avançou com o pedido de decisão ao poder central. “Estão descritos todos os passos que foram dados desde 2006 e não refere coisas que acho que não se devem referir, sobre pessoas que hoje estão no Governo”, explicou Manuel Martins. Para o autarca, a instalação da Loja do Cidadão é “uma questão que tem a ver com o Governo, que é a ele que compete convidar as entidades a se instalarem”, ficando para a autarquia o dever se estar “disponível para ajudar”. Quem não tem perdoado o impasse é o principal partido da oposição, Partido Socialista (PS), que tem em Rui Santos o principal porta-voz das críticas ao processo. “Só esperamos que a decisão seja célere e que não permitam que isto seja utilizado como arma de arremesso”, afirmou Manuel Martins. Por sua vez, Rui Santos classificou este caso como mais uma parte de um “jogo de pingue-pongue”, onde ninguém assume a culpa e a Loja do Cidadão continua por instalar. “Parece um atirar de culpas de um lado para o outro, quando o importante era resolver a situação”, atirou Rui Santos. Para o candidato socialista à autarquia de Vila Real, o actual presidente da câmara deveria procurar responder a questões mais importantes. “A solução para o aparcamento livre na zona histórica é que deveria merecer resposta”, sublinhou Rui Santos. O também líder distrital do PS foi mais longe e acusou ser esta proposta “mais uma manobra de distracção” para Manuel Martins não se empenhar na instalação deste serviço.

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