Página Inicial | Sexta-Feira, 10 de Fevereiro de 2012

Peso da Régua // Manifestação de Baguinho(s) de palmo e meio Por: Frederico Correia / Secção: Actual / 24-09-2009 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Frederico Correia
IPSS reguense continua a apontar culpa à Segurança Social, que se defende atirando responsabilidades à autarquia

Eram pais, crianças e educadoras que chegaram com as vozes afinadas e melodias decoradas para se manifestarem à porta da Segurança Social de Vila Real na passada quarta-feira, dia 23. Os funcionários da Associação O Baguinho já não recebem salários há seis meses e, segundo dizem, por falta de “vontade” do director distrital da Segurança Social (SS) de Vila Real. Por sua vez, Rui Santos descartou qualquer responsabilidade, respondendo com a lei e criticando “a instrumentalização das crianças” e o uso dos transportes da autarquia reguense para promover uma manifestação “infundada”. Na edição anterior, o Mensageiro noticiou o caso referente à Instituição Particular de Solidariedade Social reguense que emprega 18 funcionárias e cuida de 116 crianças. Deste número, 33 pertencem à valência de creche, que actualmente é subsidiada pela SS, 51 no ensino pré-escolar e mais 32 de ATL. Segundo o director da SS de Vila Real, apenas pode ser contratualizada a comparticipação na valência de creche, que é uma “resposta privada”, e não no ensino pré-escolar, pois é do domínio da “resposta pública”. Assim, cabe às autarquias criar condições para que o Ministério da Educação comparticipe com a colocação de professores, sujeitos a concurso público, e financiamento. “A autarquia disponibilizou autocarros para trazer crianças, para as instrumentalizar, em vez de criar salas dignas e capazes para que estas possam ter um ensino público de qualidade e gratuito”, afirmou Rui Santos. O director da SS de Vila Real acrescentou ainda que haverá sempre serviço pré-escolar para estas crianças, mas “público e gratuito”. A Associação O Baguinho referiu que estão em causa os actuais 18 postos de trabalho, mas Rui Santos contradisse. “São apenas três postos de trabalho que estão em causa e não 18, porque 15 estão salvaguardados por um acordo de cooperação feito em Novembro de 2008 na valência de creche.” Na rua, os pais, como Dora Ribeiro, continuavam descontentes com a possibilidade de “encerramento” da associação. “Não sei porque há-de fechar uma escola com factores humanos de tanta qualidade e termos de estará a mudar as crianças de estabelecimento”, afirmou. Quanto às crianças, essas eram mais dinâmicas e gritavam rimas como: “queremos o Baguinho, que educa com carinho”. Por parte das funcionárias, estão já garantidas novas formas de luta até encontrarem solução para o caso. Manifestações como a desta quarta-feira voltarão a ser uma realidade, mas estão também previstas vigílias. O director da SS de Vila Real lamentou ainda o que classificou de “estranho” já que a situação foi “despoletada num período eleitoral”. Segundo Rui Santos, a SS não pode ser responsabilizada por esta situação, “visto que cumpre com os acordos estabelecidos”.

O que achou desta notícia?

0 Comentários Feed

Deixe o seu Comentário

(necessário)

(opcional)

(opcional)

(necessário)

Nota: Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.


Login de Assinantes //

  Recuperar password

Última edição em PDF
Edição 3355 - 09 de Fevereiro
Publicidade // Anuncie aqui... Estatísticas das notícias // Últimas notícias por secção //