Xadrez // Aprender xeque-mate no Cantinho Por: / Secção: Desporto / 28-10-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Desde Março, Associação de Vila Real está “aberta ao público”Um cartaz situado num dos corredores do Centro Comercial Dolce Vita Douro não passa despercebido por quem lá passa. Muitos são os curiosos que param, olham e se deixam levar pelas jogadas ora da direita para a esquerda, ora da frente para trás, com o rei ou o cavalo. É uma nova experiência para quem se inicia no xadrez e muitas são as crianças e jovens que se aventuram por estas paradas. O Cantinho do Xadrez é, desde Março, um espaço dedicado exclusivamente à prática da modalidade, para quem quiser apenas experimentar ou para quem quiser aprender um pouco mais. A iniciativa, resultante de uma parceria entre a Associação de Xadrez de Vila Real e o Centro Comercial Dolce Vita Douro, pretende “divulgar o xadrez e cativar os jovens”. O local escolhido não foi inocente. “Passam por aqui dezenas de pessoas e nós queremos fazer também um pouco de animação”, salientou o coordenador, José Pedro Wilson. Embora não seja o espaço ideal em termos de concentração, dado que uma das características desta modalidade incide sobre a premeditação das jogadas, é o “suficiente para aprender”, acrescentou. O Cantinho do Xadrez está aberto todas as terças e sábados, das 18h às 20h, e um exemplo de que a juventude não se interessa apenas por jogos de consola é a presença de duas crianças com os seus nove e dez anos, respectivamente a Andreia Alves e o Carlos Matos. Ambos já são campeões distritais da sua categoria e pela frente têm um futuro promissor, pois, segundo Carlos Matos, é para “continuar” e se possível “ser campeão”, avançou ao Mensageiro. Apesar de ser um “pouco cansativo”, gosta de praticar e participar em torneios, “uns mais acessíveis, outros menos”, confessou. Também Andreia Alves partilhou da mesma opinião do seu companheiro de xadrez. Conheceu esta modalidade através da família, pelo que a pratica desde fins de Março, tal como o seu amigo. “Apesar de haver alguns torneios difíceis, vou continuar a praticar durante mais algum tempo”, afirmou. Para José Pedro Wilson quanto mais “cedo se começar melhor”, à semelhança do que acontece nos países de Leste, mas em Portugal, de acordo com o responsável, “não existe esse hábito de captação precoce”. A juntar a isto, faltam ainda “estruturas de aprendizagem e programas específicos” que ajudem os praticantes a tornarem-se grandes jogadores.

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