Vila Real // UTAD quer aumentar produção científica Por: / Secção: Actual / 28-10-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Ranking internacional coloca a Universidade entre as 330 que produzem mais publicações científicasA Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) surge entre as 330 instituições, num universo de mais de duas mil, com maior proporção de publicações em colaboração internacional. O ranking foi publicado recentemente pelo grupo SCImago num estudo que analisa as publicações científicas das universidades e de outras instituições orientadas para a investigação, com dados relativos ao período entre 2003 a 2007. O vice-reitor para a Investigação e Relações Internacionais da UTAD, Eduardo Rosa, afirma que este bom desempenho a nível de colaboração com o estrangeiro surge porque “uma das acções fixadas pela reitoria é a internacionalização”. O programa Erasmus é um dos factores que potencia um maior contacto com instituições de outros países, uma vez que, segundo o vice-reitor, “temos muitos alunos que nos visitam e outros que saem em Erasmus e, nesse processo, tivemos também os docentes a fazer essa mobilidade. Portanto, existe aqui um conjunto de iniciativas que propiciam e que incentivam a deslocação dos docentes e a interacção com grupos internacionais”. Relativamente ao número total de publicações, a UTAD aparece apenas no lugar 1600, com um total de 791. Contudo, Eduardo Rosa avisa para o facto de o ranking não ter em conta “os recursos humanos disponíveis e a capacidade instalada em termos de investigação”. Por isso, defende que, “considerando os recursos humanos disponíveis, que são extremamente jovens, o nosso número é francamente positivo”. Fazendo uma retrospectiva, o vice-reitor revela ainda que a performance da academia transmontana tem melhorado significativamente: “duplicamos a produção científica nos últimos quatro anos, o que é francamente bom, estamos numa produtividade média anual de cerca de 300 artigos e a perspectiva é de subirmos ainda mais neste ano de 2009”. Deste modo, a UTAD consegue inclusivamente uma evolução superior à média nacional. Eduardo Rosa acredita que “a massa jovem que acabou o doutoramento há dois ou três anos tem um potencial de produção científica muito grande e vai contribuir para que a curva ascendente seja mais pronunciada nos próximos cinco anos”. Por outro lado, a tendência irá passar também pelo aumento da colaboração além-fronteiras, através da criação de “instituições âncora internacionais”. Quer isto dizer que “cada grupo de investigação ou, pelo menos, cada centro de investigação tem de ter duas ou três instituições internacionais que sirvam de ligação mais estreita e que propiciem este desenvolvimento científico”. Este ranking abrange universidades, organizações governamentais, de saúde e outras instituições com mais de cem publicações científicas ao longo do período de 2003 a 2007. Assim, foram analisadas mais de 17 mil publicações pertencentes a mais de duas mil instituições de 84 países de todo o mundo. A sua diferenciação é efectuada em função do número de publicações, do seu impacto e da colaboração internacional.

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