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Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro // “Tarifas socialmente aceitáveis” vão ser negociadas Por: Frederico Correia / Secção: Actual / 06-11-2009 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Frederico Correia
Oito anos e 400 milhões de euros investidos na Qualidade, Ambiente e Segurança

Como prenda pelo seu oitavo ano de existência e 400 milhões de investimento, a empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (AdTMAD) recebeu a certificação nas áreas da Qualidade, Ambiente e Segurança. Para o futuro, o presidente do conselho de administração, Artur Magalhães, espera o sucesso nas negociações entre a empresa, os accionistas e o Governo para continuar a garantir “tarifas socialmente aceitáveis” que, no entanto, não comprometam a sustentabilidade financeira da empresa. Fundada em 6 de Outubro de 2001, a AdTMAD surgiu pela necessidade de abastecer água as populações, garantindo a qualidade e quantidade, mas também aumentar os níveis de tratamento das águas residuais na região transmontana e alto duriense. Actualmente, a empresa comporta 31 municípios accionistas e procura captar novos, como, por exemplo, Alfandega da Fé. “Os resultados são francamente positivos”, começou por classificar Artur Magalhães. “Conseguimos cobrir toda a região com sistemas de abastecimento de água e tratamento de águas residuais em alta, que asseguram uma fiabilidade grande no abastecimento de águas aos municípios”, acrescentou o presidente do conselho de administração. Artur Magalhães salientou ainda que foram atingidos “níveis de tratamento que permitem descarregar águas no meio natural, dentro dos parâmetros regulados para o efeito, salvaguardando os valores ambientais”. Nestes oito anos e nas contas entre o investimento previsto e o concretizado, segundo o administrador, não entrou o “fantasma da derrapagem”. As principais preocupações passam agora por continuar a “assegurar a sustentabilidade económico-financeira da empresa”. Porém, a AdTMAD “não poderá deixar de praticar tarifas socialmente aceitáveis”, reforçou Artur Magalhães, descobrindo como única solução um entendimento entre a empresa, os accionistas e o Governo. “São precisas novas formas de financiamento para não agravar as assimetrias nas facturas das empresas do Interior e do Litoral”, referiu. Sobre o abastecimento em baixa, que leva a água até ao consumidor, está previsto um “protocolo entre o Estado e as autarquias”, a que já responderam mais de duas dezenas. O município de Vila Real é um dos que ainda não tomou qualquer decisão sobre o assunto, mas, para Artur Magalhães, “é um município muito importante no processo das baixas” e, como tal, há “confiança” de que aceite o protocolo. No entanto, o vereador do ambiente da autarquia vila-realense e administrador da Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Vila Real (EMAR), Miguel Esteves, garantiu que uma decisão definitiva poderá ser estendida até “Fevereiro ou Março de 2010”. Até lá, o executivo de Vila Real vai analisar pareceres jurídicos para uma possível desvinculação da AdTMAD. “É uma decisão que precisa de ser muito bem ponderada, temos pareceres jurídicos e estamos em negociações, mas não temos uma decisão tomada.” Caso adira a este protocolo poderá estar em causa a actual EMAR, por isso Miguel Esteves deixou como garantia que “qualquer decisão” terá em conta “a defesa dos interesses do município de Vila Real e dos seus cidadãos”. Sobre as certificações de Qualidade, Ambiente e Segurança, o presidente do Conselho de Administração da AdTMAD referiu ser este o resultado de uma “aposta”. “Este processo é uma garantia que damos às pessoas e parceiros com quem trabalhamos de processos de eficácia e de desempenho de primeira linha.”

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