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. // Inovar na Acção Por: Calado Rodrigues / Secção: Editorial / 15-11-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

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A Acção Católica comemorou os 75 anos de actividade em Portugal. Contudo, este movimento começou alguns anos antes na Bélgica. Nos inícios do Século XX, o Padre Joseph Cardjin começou a reunir com jovens operários, utilizando o método da Revisão de Vida. A sua brilhante intuição era levar os operários a reflectir sobre a vida, percorrendo 3 etapas. Primeiro, um olhar sobre o quotidiano e aquelas que eram as suas preocupações: o Ver. De seguida tentar perceber porque aquelas situações aconteciam. Era o momento de analisar com maior profundidade: o Julgar. Nesse momento procuravam- se, não só, encontrar as causas dos problemas que afectavam os jovens operários, mas também colocá-los sob a luz da Palavra de Deus e dos ensinamentos a Igreja. Encontradas as causas mais profundas dos acontecimentos e iluminados pela Palavra, entrava-se então no terceiro e último momento, que transbordaria da reunião, que era o Agir. Ter uma intervenção concreta na resolução dos problemas identificados e analisados. Em 1925, Joseph Cardijn fundava a Juventude Operária Católica (JOC). Desde então, rapidamente, o movimento da Acção Católica, com o apoio de Pio XI, se estendeu a todo o mundo. Em Portugal é oficializado a 10 de Novembro de 1933, apenas oito anos após a sua fundação na Bélgica. Desde logo, os bispos viram na Acção Católica uma oportunidade para uma presença da Igreja, com um método inovador, no mundo operário. Desse meio estendeu-se a sua acção ao mundo rural com a criação da Juventude Agrária Católica (JAC), às escolas com a Juventude Estudantil Católica e às universidades com a Juventude Universitária Católica (JUC). Surgiria também a JIC, Juventude Independente Católica, para todos aqueles que não se integrassem em nenhuma das anteriores designações. Foi longo o caminho percorrido nestes 75 anos de actividade. A Acção Católica marcou profundamente a Igreja e a Sociedade portuguesa. Ela contribuiu para a formação de muitos leigos empenhados. Muitos jovens desenvolveram no seu seio a apetência para a discussão da coisa pública e prepararam-se para o advento da Liberdade com a Revolução de Abril. Mas, apesar de todo o percurso já feito, os militantes da Acção Católica, reunidos nos fim-de-semana passado, no Porto, têm consciência que ainda há “caminhos não andados”. Ontem, como hoje, o mundo precisa de olhos atentos à realidade, que vejam para lá da espuma dos dias e continuem a identificar os problemas, as inquietações e as dificuldades vividas pelas pessoas deste novo século e milénio. São necessários jovens e adultos que reflictam em profundidade sobre o que acontece e saibam projectar sobre as sombras da Vida a luz da Palavra. No início deste terceiro milénio, são muitas as situações que exigem “respostas inovadoras e novas presenças”, que pedem um outro Agir dos militantes da Acção Católica.

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Serafim Falcão · escreveu em 30-11-2009 às 00:08:19
Ninguém duvida de que a A.C., nos seus diversos ramos de vida e de acção, segundo o esquema didáctico e pedagógico, “inovador” do “ver, julgar e agir”, à “luz da Palavra de Deus e dos ensinamentos da Igreja,” foi fermento e pão.
A celebração dos seus 75 anos, o Ano Paulino, os 50 anos da inauguração do Momento a Cristo Rei e, presentemente, o Ano Sacerdotal teriam sido oportunidades e momentos fortes da Renovação da Igreja, em Portugal, “à luz da Palavra de Deus e dos ensinamentos da Igreja,” concretamente do Concílio Vaticano II – no que ainda é aplicável – Na primeira, a juventude nas suas diversas actividades; na segunda, a Formação de Comunidades, inspiradas em Paulo e nas Primeiras Comunidades Cristãs; na terceira, o conhecimento aprofundado de Cristo Ressuscitado e, finalmente, na quarta, junto dos sacerdotes, formação e actualização; junto das famílias e da Comunidades cristãs, formação e cor - responsabilidade acerca do sacerdócio ministerial.
Ainda quanto aos 75 anos da A.C. não sei se ainda “marca na actualidade, a Igreja e a Sociedade Portuguesa, profundamente,” como já marcou. Soube que os militantes da A.C. se reuniram no Porto, durante um fim de semana, mas não soube do Plano de Acção que saiu desse encontro. É que “no início deste terceiro milénio, são muitas as situações que exigem “respostas inovadoras e novas presenças”, que pedem um outro “agir” dos seus militantes.
Será que “ têm consciência de que ainda há “caminhos não andados” e que os esperam?
s.m.falcao@gmail.com
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