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Distrito de Vila Real // Gala sem barreiras Por: Frederico Correia / Secção: Actual / 27-11-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Direitos Reservados
Estado comparticipa oito instituições de apoio ao cidadão deficiente e o número deverá subir em 2010

Será um espectáculo cultural como tantos outros, mas vai ter um significado especial. Pelo grande palco do Teatro Municipal de Vila Real vão passar mais de 300 artistas dos 7 aos 70 anos de idade e na sua maioria são portadores de deficiência. Não se pense que é este um factor de diminuição, porque estes actores, bailarinos e músicos não conhecem barreiras. A Gala da próxima quinta-feira, dia 3, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, servirá para oito instituições do distrito “mostrarem as asas de quem quer, pode e sabe voar”.

No distrito de Vila Real, há actualmente oito instituições que são comparticipadas pela Segurança Social e que desenvolvem os seus trabalho em prol dos cidadãos com deficiência. Um trabalho bem-visto pela sociedade geral, mas nem sempre apoiado e valorizado da melhor forma. Mas o panorama está a mudar e “as sociedades modernas identificam-se e distinguem-se pela forma como cuidam, tratam e integram os cidadãos portadores de deficiência”, quem o garante é o Governador Civil de Vila Real, Alexandre Chaves, reconduzido recentemente no cargo.

“As sociedades de hoje olham para os cidadãos com deficiência como cidadãos normais, que são e que têm um espaço de oportunidade e sociabilidade”, explica Alexandre Chaves, que aponta o seu cargo como preponderante na tarefa de “lutar e trabalhar na integração destas pessoas, para que assim se sintam felizes e válidas”.

Com base neste objectivo, o Governo Civil associa-se mais uma vez ao evento que se tem repetido nos últimos anos no dia em que mundialmente se assinala o direito “a uma vida normal e sem barreiras”. “É preciso dar visibilidade pública a estas instituições que, com o seu esforço, dedicação e esmero, cuidam dos nossos cidadãos com deficiência”, lembra o governador.

Não se pense que é as dificuldades das instituições que a Gala quer mostrar, porque o espectáculo destina-se sim a mostrar que os utentes são o objectivo e que “podem fazer mais do que à partida se pensa”. “Temos os números do espectáculo feitos à medida dos gostos e das capacidades de cada um. Nos bastidores somos tratados como profissionais e em cima do palco mostramos o que sabemos, se com isso fizermos felizes quem nos vê, obrigado”, a simplicidade da descrição é de Paula Proença, uma das coordenadoras do espectáculo. Esta educadora da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Sabrosa assegura que o mais importante “é a alegria no rosto das pessoas para quem trabalhamos e com quem trabalhamos no dia-a-dia”.

Nem que tudo o que está a ser treinado não saia na perfeição no dia do espectáculo, já muitas alegrias foram alcançadas até então. “Costumo dizer que, se no dia não correr tudo cem por cento bem, correram muito bem as semanas de preparação, porque estão muito felizes e é o que mais importa”, resume Paula Proença. A esta opinião junta-se Alexandre Chaves que vê a Gala como um “reconhecimento”, mas com um percurso marcado por várias experiências. “É uma oportunidade de convívio e de estabelecer relações entre as instituições, que depois termina com a oportunidade de mostrar à sociedade civil as capacidades de integração cultural e recreativa destes concidadãos.”

Além da APPACDM de Sabrosa, participarão no evento a APPACDM de Valpaços, a Associação Flor do Tâmega, a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, a Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real, a Nuclisol Jean Piaget de Vila Real, o Centro de Apoio a Deficientes do Alto Tâmega da misericórdia de Boticas e a Associação da Região do Douro para Apoio a Deficientes – ARDAD.

Mais respostas, melhor distrito

Empenhado em “alargar o leque de respostas institucionais às problemáticas das deficiências que existem no distrito”, Alexandre Chaves desvendou que irá manter “uma das linhas de força” seguidas durante o anterior mandato, que é o apoio aos desfavorecidos.

Para criar uma “uma cultura de inclusão desses cidadãos na vida normal e quotidiana”, são precisas mais respostas sociais. Por isso, o Governo Civil tem incentivado a elaboração de novos projectos, como aqueles que tem agora em fase final de análise. “Estamos a analisar projectos para que mais três novas instituições, uma em Valpaços, outra em Peso da Régua e uma terceira em Vila Real, possam surgir e aumentar o leque de oportunidades”, revela Alexandre Chaves.

Estas novas instituições que deverão ser apoiadas pelo Centro Distrital de Segurança Social de Vila Real já a partir de 2010 vão aumentar os números actuais na resposta a esta causa. Neste momento, são já comparticipadas oito instituições, garantindo 15 respostas sociais, para um total de 500 utentes inscritos, com uma participação financeira de dois milhões de euros anuais. Números que deverão ser aumentados já no próximo ano, mas que não preocupam Alexandre Chaves, por serem destinados a “boas causas”. “Queremos um distrito com uma resposta forte e capaz para as necessidades dos nossos concidadãos com deficiência.”

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1 Comentário Feed

Uma vilarealense apaixonada pela sua terra e pelas suas gentes! · escreveu em 27-11-2009 às 17:41:20
Iniciativas como esta deveriam ser feitas todos os dias, eles são pessoas como nós e precisam de todos o nosso carinho!!!!!!
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