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Mirandela // Linha de triagem automatizada Por: Fernando Pires / Secção: Actual / 27-11-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Empresa de resíduos pioneira na instalação do equipamento

A Mirapapel vai ser a primeira empresa privada do país, a ter uma linha de triagem de resíduos completamente automatizada. A empresa de Mirandela, que opera no campo da gestão dos resíduos dos distritos de Bragança e Vila Real, viu ser aprovada uma candidatura, co-financiada pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que visa a instalação de uma linha de triagem por leitura óptica. Um investimento de um milhão e meio de euros que deve estar pronta a funcionar dentro de três meses. Esta empresa transmontana dispõe de uma capacidade de processamento superior a 2000 toneladas/mês, mas já esgotou a sua capacidade produtiva, pelo que a solução “não passa pela mão de obras mas antes pela automatização”, refere José Policarpo, proprietário da empresa, que decidiu candidatar um projecto que “vai permitir aumentar oito vezes a capacidade de produção”, garante. Este investimento vai não só permitir a continuidade dos 24 postos de trabalho actuais, mas também criar outros “mais especializados”, principalmente na área da informática, diz o empresário. Um investimento arrojado numa altura de crise económica mundial, que também afectou o sector dos resíduos. José Policarpo explica que “a procura dos materiais que preparamos é muito menor e os preços caíram. O que fizemos este ano foi manter a empresa a funcionar e esperar que a crise passe”. A Mirapapel é especialista na recolha, triagem e na valorização de resíduos de papel, vidro, plástico, sucatas, pneus, cabos eléctricos, pilhas, resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, óleos alimentares, madeiras e biomassa para valorização e reciclagem.

Empresa solidária

A Mirapapel tem em vigor, desde Janeiro de 2008, um protocolo com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Mirandela, que permite uma “ajuda” de cerca de 1000 euros mensais àquela instituição, resultante do trabalho de três utentes e um monitor da APPACDM que efectuam a recolha de papel e cartão junto de alguns comerciantes. Os resultados têm sido muito positivos, quer pela motivação demonstrada pelos utentes, quer pelo aumento da recolha, que atinge uma média mensal de 14 toneladas. Perante o sucesso da iniciativa, o proprietário da Mirapapel, decidiu oferecer uma viatura para a recolha dos resíduos, convidando a câmara municipal e mais oito empresas locais para suportar todas as despesas com a viatura, nomeadamente: reparações, seguro, combustível, mudança de pneus e até publicidade na viatura. José Policarpo não tem dúvidas que este “é um exemplo de como se pode ajudar financeiramente uma associação do género e ao mesmo tempo permitir aos jovens deficientes uma integração na vida activa”. A ideia foi muito bem acolhida pela presidente da direcção da APPACDM. Narcisa Castro revela que, se não fosse desta forma “seria muito difícil manter este projecto”. Aquela dirigente associativa elogia ainda mais esta iniciativa, porque, “se tivermos em conta as dificuldades que existem no país para dar emprego a jovens com deficiência mental, esta acção revela precisamente o contrário, com as empresas a virem ter connosco. É fantástico”, diz.

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1 Comentário Feed

cacai · escreveu em 28-11-2009 às 17:33:49
O lixo dá muito dinheiro meus amigos? Não sei se estarâo sentos de muita coisa? Mas tenho um precentimento que não, e a soliariedade é talvez mais pra tapar os olhos ao povo como o SR.GODINHO


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