Página Inicial | Terça-Feira, 7 de Setembro de 2010

Trás-os-Montes e Alto Douro // FAN de fantástico vai percorrer região Por: Ana Teixeira / Secção: Cultura / 06-01-2010 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Direitos Reservados Anneleen Lenaerts actua amanhã em Chaves
Ano Novo brindado com concertos de música erudita de cinco países

Não é organizado apenas para ser mais um espectáculo musical, mas para continuar a afirmar-se como um roteiro turístico e cultural da região de Trás-os-Montes e Alto Douro. O Festival de Ano Novo (FAN) ofereceu e continua a proporcionar, pela quarta edição consecutiva, uma alternativa para o início de um novo ano sob o lema “música séria para gente divertida” ao longo de 24 concertos em Vila Real, Bragança e Chaves, entre 1 e 30 de Janeiro.

Os estreantes do espectáculos foram a Tríada – Vozes da Bulgária a 1 de Janeiro, no Teatro vila-realense, e a Banda Filarmónica de Bragança, no dia 2, no Teatro Municipal de Bragança. Para amanhã, quinta-feira, dia 7 de Janeiro, o Centro Cultural de Chaves recebe a jovem belga Anneleen Lenaerts e a sua harpa.

Aliado a uma componente musical que tentará “desmistificar as dificuldades colocadas no acesso a este tipo de cultura erudita”, o FAN propõe constituir-se como um roteiro que “convide as pessoas a visitarem os equipamentos e edifícios de interesse histórico, arquitectónico e patrimonial da região”, sublinhou o director do Teatro de Vila Real, Vítor Nogueira. Os concertos decorrerão na Agência de Ecologia Urbana, na Torre de Quintela, em Vila Real, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e no Conservatório de Música, em Bragança, e no Centro Cultural de Chaves, além dos Teatros de Vila Real e Bragança.

As novidades este ano são várias. Por um lado, esta IV edição sofre um “acréscimo” no que diz respeito à “internacionalização” do festival, pois estarão representados cinco países, Bulgária, Bélgica, Coreia do Sul, Inglaterra e Portugal. Outra novidade assenta ainda na realização de uma Feira de Objectos Culturais, que será pela “primeira vez implementada no festival”, frisou Vítor Nogueira. Destaque ainda para o “serviço educativo”, onde os alunos do 1º e 2º ciclos do Ensino Básico poderão assistir a dez “concertinhos” de “carácter lúdico e pedagógico”.

Continuando a reiterar que este tipo de eventos continua a “valer a pena”, Vítor Nogueira mencionou que existem sempre “algumas dificuldades” como “contrariar as condições climatéricas” ou as próprias condições dos edifícios. Algumas estruturas que vão receber os espectáculos não foram desenhadas para essa função, por isso “desde a luz, as condições de palco ou os camarins” são algumas das preocupações no domínio da produção.

Com um orçamento de 30 mil euros, a organização do evento, Teatro de Vila Real, Teatro de Bragança e a Associação Chaves Viva, afirmou que foi através muita “criatividade e esforço de todos os envolvidos” que se conseguiu apresentar 24 concertos ao longo de um mês na região. “Este valor esta a ser usado para promover, montar, produzir, alojar os músicos, para pagar as viagens internacionais”, esclareceu o director, adiantando que “um quarto deste orçamento é suportado por fundos comunitários”.

Para esta edição, Vítor Nogueira espera alcançar o número de espectadores do ano transacto, cerca de 2700 pessoas e, quem sabe, chegar às 3000. Os concertos são à tarde, com preços “acessíveis”, entre os três e os cinco euros, sendo alguns mesmo de entrada gratuita. O programador do Teatro vila-realense, Rui Araújo, salientou que os grupos presentes e os “instrumentos menos habituais” vão suscitar a “curiosidade” de muitas pessoas.

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