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. // Pelo lobby GAI Por: Calado Rodrigues / Secção: Editorial / 16-01-2010 · 8 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

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Os últimos dez anos vieram tornar mais evidente o declínio do distrito de Bragança. Foram muitas as promessas para inverter essa situação que já se desenhava em décadas anteriores. Os anos noventa decretaram o fim da estação ferroviária e encerraram-se com a promessa solene do Engenheiro Guterres de colocar Bragança no mapa. Nas sucessivas campanhas eleitorais muito se falou da discriminação positiva. Prometeu-se a Universidade e a Auto-estrada. Desenharam-se investimentos privados megalómanos, mas tudo se esboroou, qual castelo de cartas. Entramos no século XXI e Bragança continuou refém do século XX. Aquele em que ainda conheceu algum apogeu com o regresso dos retornados e o aumento de população graças à sangria das aldeias e vilas do distrito. Assim se disfarçou a sua evidente decadência, que viria a agudizar-se com a continuação de uma estratégia centralista do Estado de tudo levar para o litoral e falta de empenhamento dos autóctones em lutarem pela sua terra, encontrarem formas de pressão junto do poder central e centralizador, bem como de se associarem e inovarem no lançamento de inovadoras estratégias de desenvolvimento local. A culpa não é só dos de fora. Chegados a 2010, já não se consegue disfarçar, por mais que se tente, a derrocada que se veio a acentuar com a crise internacional, que chegou tarde mas chegou e promete ficar por mais algum tempo. A crise afectou o único sector que ainda mantinha alguma pujança, a construção civil. Estima-se que Bragança terá perdido mais de mil trabalhadores ligados a este sector. Entretanto, paulatinamente, outros serviços estão a ser retirados da cidade, sem que ninguém se aperceba nem reaja. Já vamos ficando habituados. Há dias deparei com um aviso na sede do Instituto do Desporto de Portugal, que os serviços tinham sido concentrados em Vila Real, deixando de haver delegação em Bragança. Menos mal que foi para Vila Real, o mais normal era ter ido para o Porto ou para Braga. Os serviços prisionais estão a proceder a uma reestruturação a nível de Trás-os-Montes, que tem esvaziado o Estabelecimento Prisional de Bragança, ficando somente com os regimes abertos. Até os preventivos são deslocados de cá, com evidentes transtornos para aqueles que os queiram visitar. Será esta uma estratégia para encerrar a Cadeia de Bragança? Vamos continuar a assistir impávida e serenamente a esta triste involução? Entretanto, o país discute o casamento dos homossexuais e o governo com as forças de esquerda vangloriam-se de terem acabado com essa ignominiosa discriminação. E a discriminação a que todo o interior do país é votado? Essa não conta? Os homossexuais não tinham acesso ao casamento, no interior milhares de pessoas têm o acesso dificultado à saúde, à educação, à cultura, à justiça e com esses ninguém se preocupa. Esses não contam? Temos de aprender com o lobby Gay, que tantas conquistas tem conseguido e criar o nosso lobby GAI, Gente Abandonada à Interioridade, para ver se finalmente conseguimos que se inverta a discriminação, bem negativa, do Interior.

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8 Comentários Feed

lidio de jesus correia · escreveu em 17-01-2010 às 19:21:05
APOIADO.
Aguardemos que apareçam mais pessoas que reconheçam os valores que são retirados sem que haja qualquer protesto.(PARA FRENTE) Força lobby GAI.
António Rodrigues Mourinho · escreveu em 17-01-2010 às 20:22:48
Para os sucessivos governos, principalmente do PS, a parte moral não interessa. Interessa fazer tudo o que seja do agrado de alguma meia dúzia de invertidos que vão fazendo o que muito bem lhes apetece, contra Natura, com indiferença pela verdadeira moral, pelo absurdo. Os politiquiceiros de esquerda estão a oficializar tudo o que é mau e perverso. Já se oficializou a preguiça, não há travão para a violência, para a insegurança e a gente transmontana que se habituou a comer o pão com suor e honra é esquecida senão atirada para os caboucos. Os senhores do governo vêm ao Distrito de Bragança, são recebidos,à maneira de príncipes, com o melhor que se pode arranjar. Prometem o que não têm, dão o que não lhes pertence e perdoam a quem os não ofendeu. No fim viram as costas, dão dois arrotos pelo tubo de escape e não temos a coragem de não mais os aceitar enquanto não cumprirem o que prometem.
E cá continuamos no nosso cantinho, comendo o pão que o diabo amassou com as patas e com o rabo, mas pagamos impostos como os outros. O cordeiro transmontano sempre foi muito manso e muito cedo nos colheram a flor. Vamos levantar a voz e ser mais duros.
Carlos Esteves · escreveu em 18-01-2010 às 10:45:25
Tenho a certeza que a grande maioria dos transmontanos se reve neste artigo, pois são por demais evidentes os factos.
O grande problema é a falta de liberdade de consciência, que começa a ser preocupante na nossa região, devido á dependência dos "mandantes" do poder politico.
Porque os grandes empregadores são as entidades públicas, tudo chefiado e comandado através das nomeaçõs politicas, onde o que menos conta é a competencia, facilmente se limita a conciencia dos trabalhadores e familiares com o fantasma da perda de emprego e/ou de progressão através de uma tal avaliação tão subjectiva quato feita á medida de quem quer controlar tudo.
antero fernandes · escreveu em 24-01-2010 às 14:26:01
E' assim que começam os grandes movimentos e se não formos nós transmontanos a fazer alguma coisa pela nossa terra ninguém faz, numa terra em para alguns deveria continuar assim "pois na terra de cegos quem tem olho é rei"ainda bem que à pessoas inconformadas e com consciência,vamos lá amigos despertar essas consciências e divulgar o LOBBY
GAI .Organizem-se pois apesar de estar longe estarei sempre convosco
habitante da Galaecia · escreveu em 02-02-2010 às 21:39:33
Para a frente Lobby GAI !!
TERI · escreveu em 13-03-2010 às 22:53:03
P´rá frente LOBBY GAI ! Um pouco longe, mas estou convosco. E como o comentador Mourinho referiu, quando eles aí chegarem, mostrai-lhe as garras. O transmontano é bom, mais ai de quem o trata mal...
Fernanda Vinhais · escreveu em 13-05-2010 às 10:48:29
Sou transmontana e estou com o lobby Gai. Concordo completamente com o autor do texto. Se se apoia o casamento homossexual em nome da não descriminação de crenças e credos, porque não apoiar aqueles que lutam pela não desertificação das nossas aldeias e vilas, suporte basilar da nossa sociedade? se se dá a troco de nada, tudo e mais alguma coisa áqueles que vivem nos bairros das grandes cidades - aumentando o caudal dos subsidio dependentes, porque não se podem descriminar económicamente, porque não contribuir e incentivar a fixação da pouca população jovem nas suas terras de origem?
O transmontano só é lembrado em alturas de eleições, ou quando pomposamente e à rico se fazem inaugurações de obras inacabadas.
Vamos lá!
Somos e temos gente de valor, utilizemos a bem da nossa região esse potencial.
Fernando · escreveu em 04-07-2010 às 03:02:30
Trás-Os-Montes é um enorme desperdício ao país! O melhor negócio era tentar vender esse pedaço de terra aos Espanhóis...
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