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Trás-os-Montes e Alto Douro // FAN desenhou rota musical e patrimonial Por: Ana Teixeira / Secção: Actual / 04-02-2010 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Teixeira Rui Araújo
Mais de duas mil pessoas nos três palcos transmontanos

Ao som de um repertório variado e consistente de música clássica, a IV edição Festival de Ano Novo (FAN) primou por conseguir trazer aos palcos de Bragança, Vila Real e Chaves cinco grupos conceituados da Bulgária, Bélgica, Coreia do Sul, Inglaterra e Portugal. Ao Mensageiro, o coordenador do departamento de produção e programação do Teatro de Vila Real, Rui Araújo, fez um balanço desta edição e apontou para 2011 a possibilidade de adesão de outros municípios. O mês de Janeiro foi um período em que a região recebeu visitantes de “dentro e de fora” e, apesar de não ser um evento que atraia “multidões”, o FAN continua a demarcar-se pela “originalidade, diversidade e qualidade”. Ainda que tenha sido o ano em que subiram ao palco mais artistas internacionais, Rui Araújo sublinhou que, no futuro, a ideia passará por um “equilíbrio” entre as ofertas nacionais e estrangeiras. “Apostar exclusivamente na internacionalização não é o desejável, pois há bons músicos portugueses e também é nossa vontade projectar o que aqui se faz.” Ainda assim, o FAN conseguiu um “retorno” em termos de “visibilidade e de qualidade dos concertos apresentados”, destacou, acrescentando que foi “nítida a receptividade dos espectadores”. A assistência ultrapassou as duas mil, um “valor bem simpático” para o coordenador, ainda que não tenha alcançado as 2700 do ano passado. Rui Araújo justificou a diminuição com o “limite colocado” na assistência aos concertinhos e a realização de apenas um concerto no grande auditório do Teatro de Vila Real. As actuações que receberam mais espectadores foram o Saxacordeon, em Bragança, a Tríade - Vozes da Bulgária, em Vila Real, e o Dizzi Dulcimer Trio, em Chaves. Em paralelo à mostra musical, o FAN pretende também constituir-se como um roteiro turístico e cultural, o que tem vindo a ser “consolidado” ao longo das edições, dando cada vez mais “visibilidade” aos diferentes palcos do festival. Este ano, a Agência de Ecologia Urbana e a Torre de Quintela, em Vila Real, receberam dois concertos, mas os espaços foram “pequenos” demais. “Estes concertos estiveram esgotados com pessoas que não foram só para ver as actuações, mas para visitar também o edifício”, reforçou, garantindo que esta “vertente turística funciona bem” para se conhecer o património cultural e arquitectónico da região. Por isso, nas próximas edições a escolha de “edifícios alternativos”, com “interesse histórico, será uma constante, desde que aufiram as condições necessárias”. Daí que os preços cobrados não tenham sido muito elevados e, em alguns casos, até gratuitos. “Os que decorrem em edifícios que não são casa de espectáculos pareceu-nos correctos não cobrar”, esclareceu Rui Araújo, adiantando que foi também uma forma de “estimular” a presença das pessoas. Para 2011, não é certo que haja aumentos do número de concertos, mas novas parcerias podem vir a estabelecer-se com outros concelhos. “Já houve tentativas de aproximação e, caso se confirmem, pode haver um acréscimo dos participantes. Mas o que faz sentido neste Festival é tentar que cada grupo percorra todos os palcos, também para estimular a circulação do público.”

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