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Vila Real - Lordelo // Três décadas a oferecer cultura Por: Ana Teixeira / Secção: Cultura / 24-02-2010 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Teixeira Peça "E tudo a minha sogra tramou"
Centro Cultural Lordelense “deslumbrou” com nova estreia cénica

Numa altura em que o associativismo não vive dias de grande euforia, o Centro Cultural Lordelense (CCL), na freguesia de Lordelo, Vila Real, tem superado as dificuldades e proporcionado aos vila-realenses actuações e actividades bastante diversificadas. O espaço cultural celebrou, no passado dia 20, três décadas de existência, um dia que reuniu sócios, família e amigos do CCL.

O aniversário não podia passar em branco e a direcção não fez por menos. Num almoço organizado para acolher todos os que se relacionam com o centro cultural, mais de sete dezenas de pessoas cantaram os parabéns a uma associação que não pára. A presidente do CCL, Mila Brigas, contou, ao Mensageiro, que os sócios “demonstraram o seu entusiasmo” e que, no final, “recordaram o quanto era bom ter 30 anos de existência”.

Uma tarde cheia de animação ou não fosse o torneio de sueca juntar mais de dez equipas. Os sócios sentaram-se para prolongar tarde dentro o “convívio” e, no início da noite, assistirem a mais um espectáculo produzido não apenas pelo grupo Cénico, mas também pela Escola de Música.

Na opinião de Mila Brigas, o associativismo atravessa uma “longa crise”, onde a “falta de dirigentes e de voluntários” é uma constante. Acresce a esta situação os “muitos custos financeiros” fruto das deslocações, dos arranjos de decoração e do guarda-roupa e da diminuta “incorporação” de novos elementos. “A vida está tão agitada que para despendermos algum tempo para estas questões é complicado e cada vez há menos disponibilidade para tal”, sublinhou Mila Brigas, assegurando ainda assim que “quem corre por gosto não cansa”.

Ao longo destas três décadas, o CCL não se tem rendido às dificuldades que vão surgindo e continua a demarcar-se ao nível da cultura local e a proporcionar aos mais jovens a oportunidade de aprenderem, por exemplo, a tocar instrumentos musicais.

Antes da estreia da peça “E tudo a minha sogra tramou”, a Escola de Música do CCL iniciou as comemorações com a interpretação de alguns temas portugueses. Quanto à peça, os seis actores encantaram o público com a qualidade da representação. Os risos foram uma constante durante toda a peça teatral. “Quando sentimos o público a reagir de forma positiva e a rir, em cima do palco temos outra motivação e então entregamo-nos muito mais”, frisou Mila Brigas, que compreende ainda as funções de actriz.

O grupo de teatro já tem algumas actuações previstas para os próximos meses, como na freguesia da Campeã, em Vila Real, em Sever, no concelho de Santa Marta de Penaguião, Vila Pouca de Aguiar, Sabrosa e Chaves.

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1 Comentário Feed

ribas · escreveu em 19-05-2010 às 12:56:08
A cultura em evidência na minha terra, ao qual não conheço uma única pessoa, nestes quadros - o que lamento a minha total ausência.
Continuem e não se deixem adormecer.
Mas atenção - ainda me lembro do palco de Pedregal com a clarina levada da breca
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