Boticas // Paulo Rangel quer "ganhar avanço" Por: / Secção: Actual / 26-02-2010 Imprimir Enviar a um amigo
Candidato à liderança do PSD reconheceu o favoritismo de Passos Coelho no distrito, mas confia nos aliados Fernando Campos e Nuno GonçalvesJá tinha por lá passado aquando da corrida para as Europeias e voltou meses depois, já com a vitória e o lugar no Parlamento Europeu, para devolver o apoio a Fernando Campos, na sua recandidatura à autarquia de Boticas. Agora, cinco meses depois, Paulo Rangel regressou a uma terra de “profundo laranja” para pedir apoio na corrida à presidência do Partido Social-Democrata (PSD) e saiu de lá “pronto para todos os desafios”. Quanto à votação no distrito vila-realense, o candidato reconheceu favoritismo a Pedro Passos Coelho, mas não vai baixar as suas armas. Pregoando um discurso de “ruptura”, Paulo Rangel dirigiu-se às centenas de apoiantes, na sua maioria trabalhadores do sector primário, que a agricultura será uma “prioridade estratégica e de defesa nacional”. “Este será um PSD de ruptura e de transformação e a agricultura não será mais uma actividade económica apenas a somar às restantes”, garantiu o candidato, sublinhando que será este “considerado um sector de reserva estratégica”. Reconhecendo que nem sempre o seu partido esteve a lutar pela política certa para o sector, Paulo Rangel vê, actualmente, no Centro Democrático Social (CDS-PP) quem se tem “apropriado” das questões rurais. Porém, fá-lo “sempre com um pequeno subsídio ou uma reclamação para aqui ou ali e, muitas vezes, são reclamações justas, mas essa não é política agrícola é política do queixume”, sustentou. O candidato admitiu que, vencendo internamente, avança para derrotar o Governo Socialista nas próximas eleições e chegar ao cargo de Primeiro-ministro. Se a vitória lhe vier a sorrir, uma das medidas passará por “produzir mesmo que seja caro e não seja tão rentável quanto desejado”. “Nós temos que manter uma capacidade de produção que garanta a autonomia do País perante os mercados internacionais”, justificou. Sentindo a “interioridade” do concelho de Boticas, similar a grande parte do território nacional, Paulo Rangel deixou a mensagem de vontade por lutar por uma “coesão territorial”, curiosamente um dos grandes “chavões” do primeiro-ministro José Sócrates nas últimas legislativas. Sob este prisma, Paulo Rangel apontou culpa às actuais políticas socialistas, que “reforçaram” esta tendência. O lema de campanha “Libertar o Futuro” terá em Vila Real dois “pesos pesados” na sua defesa. A Fernando Campos, autarca de Boticas, juntou-se Nuno Gonçalves, presidente da câmara de Peso da Régua, que é o mandatário de Paulo Rangel no distrito. Porém, apesar do reconhecimento interno destes dois aliados, em Vila Real a luta será difícil perante outro dos candidatos anunciados. Pedro Passos Coelho reúne apoios de muitos dos autarcas laranjas, não fosse ele um “descendente” vila-realense, mas, talvez por isso, Paulo Rangel já começou a contar espingardas e a pisar o terreno.

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