Diocese de Bragança-Miranda // "Todo o Povo de Deus é sacerdotal" Por: / Secção: Igreja / 16-06-2010 Imprimir Enviar a um amigo
O Ano Sacerdotal, que agora terminou, constituiu uma oportunidade para uma maior consciencialização da vocação ministerialNa homilia da celebração eucarística de encerramento das comemorações do Ano Sacerdotal, no passado dia 13, na Catedral de Bragança, D. António Montes, Dispo Diocesano, sublinhou que o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum dos fiéis. “É uma forma de ajudar ao crescimento cristão de todos”, afirmou. Nessa perspectiva, segundo D. António Montes, o Ano Sacerdotal não encerra, mantém-se sempre para o futuro. A sua celebração, em 2009-2010, constituiu “oportunidade para maior consciencialização da vocação ministerial dos padres para o crescimento da vida cristã dos fiéis”. O Bispo Diocesano sublinhou que pelo baptismo todos os fiéis são integrados no Povo Sacerdotal da Igreja. Deste modo, a vida dos baptizados deve ser “uma oblação a Deus, um sacrifício, quer dizer, uma coisa tornada sagrada para ser oferecida a Deus”. O Bispo Diocesano explicou que o sentido fundamental da palavra sacrifício é tornar sagrado, por ser algo oferecido a Deus. Cristo ofereceu-se a si próprio, no Calvário, e antecipou essa oblação na Última Ceia. “Ao celebrarmos a Eucaristia, tornamos presente essa oblação, que depois devemos prolongar na nossa vida a Deus, com acções dignas de vida cristã”. “Foi pena que, na linguagem corrente, a palavra “sacrifício” assumisse apenas a dimensão de provação, que resulta de uma oferta que fazemos, no caso, a Deus. Mas a consagração, o tornar sagrado, manifesta um sentido positivo que supera e absolve a dimensão da privação”, afirmou. Assim, “todo o povo de Deus é sacerdotal, isto é, oferece-se constantemente a Deus na sua vida em todos os aspectos desta”. D. António Montes lembrou ainda os três grandes objectivos do Santo Padre Bento XVI ao promulgar o Ano Sacerdotal, tomando como modelo S. João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, na ocorrência dos 150 anos da sua morte. Os objectivos definidos foram os seguintes: “que os padres consigam e vivam uma sólida espiritualidade sacerdotal, a exemplo do Cura d’Ars, de modo a tornar o seu testemunho mais vigoroso e incisivo; que, nas dioceses, se dê prioridade à formação permanente do clero e à pastoral das vocações; que se tome consciência do valor do sacerdócio ministerial para a Igreja e para o mundo, ao serviço do sacerdócio comum de todos os baptizados”. A celebração de encerramento do Ano Sacerdotal na Diocese ocorreu dois dias após o Santo Padre o ter concluído oficialmente em Roma, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. D. António Montes sublinhou, ainda, que esta celebração em Bragança constituía também um momento de agradecer a Deus o dom do Ano Sacerdotal que Bento XVI providencialmente instituiu, logo a seguir ao Ano Paulino.

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