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Bragança // Mais nove lotes vendidos a baixo preço Por: Ana Teixeira / Secção: Actual / 20-08-2010 Imprimir Enviar a um amigo

Programa da autarquia já ajudou 19 jovens a adquirir terrenos

Mais nove jovens da cidade de Bragança assinaram, no passado dia 16 de Agosto, os contratos-promessa de compra e venda de lotes para construção de habitação, uma medida que já vai na sua segunda fase. Até ao momento já foram entregues 19 lotes, estando, ainda previsto a venda de mais nove, a qual será feita em hasta pública. As vantagens deste programa são aliciantes não fossem os preços mais baixos que o actual valor constante no mercado. Depois de na primeira fase terem sido entregues dez lotes para construção no Loteamento Municipal de S. Tiago, agora o município avançou para uma segunda fase. No total, foram vendidos nove lotes no valor de 306 mil euros. O presidente da Câmara Municipal, Jorge Nunes, adiantou que a “dificuldade económica e a hesitação dos jovens” perante o seu futuro, para o qual tem contribuído as “restrições criadas pela banca” à concessão de “crédito”, têm inibido os jovens em adquirir casas. “A banca empresta a quem lhe dá garantias extremas, quase de risco próximo do zero, uma situação má para os jovens, pois estão no início da vida”, justificou o autarca. Neste âmbito, Jorge Nunes apontou a necessidade dos bancos “incentivarem e dinamizarem a micro-economia”, de forma a ajudar os que começam uma nova etapa. “As regras dos bancos não vão nesse sentido, mas no de terem mais lucros, ganharem mais dinheiro, terem margens de spread maiores e riscos mais baixos.” No conjunto das duas bolsas, a autarquia atribuiu já 19 lotes, uma situação que prevê um investimento de cerca de sete milhões de euros. Além de ajudar na construção de habitações para os mais jovens, este programa é também uma forma de estimular a economia. “Há muita gente que beneficia desta decisão dos jovens, pois haverá empresas a trabalhar, desde a serralharia, construção civil, alumínios, até louças e pinturas”, frisou Jorge Nunes. Para Altino Pires, um dos candidatos, esta foi uma “boa iniciativa para poder adquirir o terreno”, dado que poupou “entre 30 a 35 mil euros”. O facto de “não ser apologista de apartamentos” e face ao “preço dos terrenos do mercado”, Altino Pires garantiu que sem esta ajuda “não seria possível nos próximos anos adquirir um lote”. “O terreno tem 355 metros quadrados e custou cerca de 37 mil euros. O que poupei dará para 30 por cento do custo da habitação”, determinou. Já Susana Pires, outra beneficiária deste programa, considerou-o um “incentivo”, pois a diferença de valores “significativa” entre a oferta de mercado e esta iniciativa levou-a a optar por este modelo. “Isto já vai ao encontro do que procurava”, adiantou. De acordo com o autarca, a entrega dos restantes nove lotes será feita num modelo diferente. “Em princípio, iremos fazer uma hasta pública, para que outros cidadãos possam adquirir esses terrenos, ainda que a um preço um pouco superior ao estabelecido para os jovens.” Jorge Nunes adiantou ainda que “há mais lotes na cidade”, o que poderá indiciar uma terceira fase. “Vamos ponderar a oportunidade, o mais breve possível.”

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