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Balsamão – Macedo de Cavaleiros // Fórmula “casamento” desajustada Por: Ana Preto / Secção: Igreja / 08-09-2010 Imprimir Enviar a um amigo

Quando se trata de designar a união entre pessoas do mesmo sexo

A fórmula “casamento” para designar a união entre pessoas do mesmo sexo é desajustada sobretudo por razões de ordem filosófica, cultural e linguística, defendeu D. António Montes Moreira, questionado acerca das alterações introduzidas na legislação sobre o casamento civil, no âmbito das XIII Jornadas Culturais de Balsamão, que decorreram entre os dias dois e cinco do corrente mês. A propósito das comemorações centenário da República, este ano as Jornadas eram subordinadas ao tema “Política, Cidadania e Religião”. D. António Montes falou sobre a legislação relativa à separação da Igreja do Estado. Questionado pelos jornalistas, no final da conferência, o Bispo diocesano explicou que oposição da Igreja contra a recente legislação relativa ao casamento entre pessoas do mesmo sexo não resulta de um conflito entre a Igreja e o Estado, semelhante a outros que existiram no passado, mas de uma apropriação indevida da palavra casamento. “Aqui não há um problema de conflito entre direitos da Igreja e do Estado. Há um problema de saber se a solução de chamar casamento a essa forma de união corresponde ao que são as premissas de um casamento. É uma fórmula perfeitamente desajustada, havia outras soluções possíveis” disse. Segundo D. António Montes é também um sofisma dizer que a anterior legislação era discriminatória. “Só há discriminação quando para duas situações idênticas se adoptam soluções diferentes. Nesta matéria não são situações iguais, são situações diferentes, que recebem a mesma designação. É um problema de filosofia, é um problema de cultura, até de dicionário. Não se trata de um conflito religioso, trata-se de uma desadequação cultural, filosófica, em relação ao instituto do casamento”, sublinhou. Relativamente às Jornadas Culturais de Balsamão, D. António Montes referiu tratar-se de uma iniciativa louvável de uma comunidade que não se dedica apenas a actividades espirituais no sentido estrito e redutor do termo, mas que procura inserir a actividade do Convento na sociedade e cultura desta região. Segundo P. Basileu Pires, responsável do Convento da Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição, além das jornadas de espiritualidade, destinadas a reflectir assuntos de âmbito mais estrito, as Jornadas Culturais de Balsamão estão abertas a toda a comunidade e os assuntos tratados interessam a um vasto conjunto de pessoas. Como um dos objectivos é também dar a conhecer o património da região, é costume um dos dias das Jornadas realizar-se fora do Convento. Este ano o segundo dia decorreu em Vinhais.

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