Bragança // Alunos constroem fornos solares Por: / Secção: Actual / 25-06-2008 · 3 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
Centro de Ciência Viva pretende voltar a promover esta iniciativa no próximo anoNão usam energia eléctrica ou gás mas podem cozinhar alimentos com a mesma eficácia que um forno normal usando apenas como fonte de energia a radiação solar. No distrito de Bragança, apesar das condições climatéricas, o seu uso ainda não é comum mas pode começar agora a dar os primeiros passos. O Centro de Ciência Viva já criou dois protótipos do género, que testou com eficácia, e, no início deste ano, resolveu lançar o repto também aos alunos das escolas do distrito com o lançamento do 1º Concurso de Fornos Solares.
A receptividade, segundo o coordenador do concurso, Eduardo Esteves, foi “muito positiva” e culminou, na passada terça-feira, com a apresentação de 22 protótipos de fornos solares desenvolvidos por equipas de três e quatro alunos.
Testados no terreno pelos responsáveis, todos os fornos conseguiram atingir temperaturas entre um mínimo de 67 graus Celsius e um máximo de 73.3 graus Celsius.
Para avaliação, no entanto, foram tidos em linha de conta factores como a inovação, criatividade e estética. As regras impunham ainda que cada um dos protótipos tivesse uma dimensão de 50 por 50 centímetros e que no seu fabrico incluísse apenas materiais recicláveis e reutilizáveis, sendo vedado o uso de qualquer dispositivo electrónico ou eléctrico.
Depois de um pré-aquecimento ao sol, durante 50 minutos, cada equipa colocou no interior do forno 25 centilitros de água cuja temperatura foi verificada ao fim de 60 minutos.
O protótipo que obteve o primeiro lugar do concurso, o “Solaris”, atingiu uma temperatura de 73.3 graus Célsius e foi desenvolvido por três alunos do 10º ano da Escola Secundária de Mirandela. Ao Mensageiro, Mike Carvalho, da equipa vencedora, explicou que no fabrico deste forno solar foi usada uma caixa de cartão, esferovite das obras e prata.
“Revestimos a caixa com prata, pintamo-la de preto para absorver melhor o calor, colocamos reflectores de prata dos lados, espelhos e tapamos com vidro”, explicou.
Apesar de ter sido a primeira vez que estes alunos desenvolveram algo do género, confessaram que o processo é “simples” e acessível, bastando pesquisar na Internet alguns modelos e materiais a usar.
Neste primeiro concurso promovido pelo Centro de Ciência Viva de Bragança apenas foi testado o aquecimento da água. No entanto, Eduardo Esteves garantiu alguns professores cozinharam nos fornos solares e atestaram a sua eficácia.
No entender do responsável esta pode ser uma forma de promover o uso das energias renováveis, um recurso não só amigo do ambiente como “mais económico”.
“As energias renováveis são o futuro e o aproveitamento da radiação solar, entre outras, pode ser uma mais-valia não só em termos ambientais mas também económicos”, salientou.
O Centro de Ciência Viva pretende, por isso, dar continuidade a esta actividade mas o desafio, no próximo ano, será cozinhar em fornos solares.

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3 Comentários
São de enaltecer iniciativas desta índole.
Tenho 42 anos e um dos meus hobbies são os inventos,entre os quais os fornos solares. Acho incrivel o desperdiçarmos diáriamente uma radiação tão rica como é a solar. Durante anos apenas a consumimos sob a forma de combustível fóssil. Estou a desenvolver um projecto para cozinhar a partir de casa. É um sistema simples que pode ser instalado em qualquer cozinha desde que não esteja virada para Norte e pretendo apresentar o projecto ao Ministério da Energia. A ver vamos. Continuem srs professores, alunos e divulgadores. Bem hajam.
Pelo mesmo motivo, achei a vossa noticia muito intressante!
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