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Lamego // Rota Transfronteiriça para a Bacia do Douro Por: Patrícia Posse / Secção: Actual / 25-06-2008 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Carla A. Gonçalves
Projecto orçado em 140 mil euros

Dez bens classificados como património da Humanidade da UNESCO vão integrar a Rota do Património Mundial da Bacia do Douro, promovida pela Fundação Rei Afonso Henriques. Na lista incluem-se os centros históricos do Porto, Guimarães, Salamanca, Ávila, o aqueduto e as igrejas envolventes de Segóvia, os monumentos e sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa, a Catedral de Burgos, o Jazigo de Atapuerca, Las Medulas e as paisagens culturais do Alto Douro Vinhateiro. A reunião de trabalho realizada na última segunda-feira, dia 23, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, foi mais um contributo para a estruturação da referida Rota. O objectivo é mobilizar os recursos turísticos para se constituírem em rede, transformando-se no mais curto espaço de tempo em rota. A apresentação conjunta destes bens e sítios serve para ganharem maior visibilidade a nível turístico. “Um produto turístico para ser vendável em grandes mercados tem que ter dimensão”, salientou Francisco Lopes, autarca lamecense. Para o efeito, será necessária a criação de uma plataforma de entendimento institucional, que poderá passar por um site comum, através do qual se definam iniciativas conjuntas e se possa comunicar com os operadores turísticos e o grande público. “Não queremos que o Douro tenha mais rotas no papel, isto é, temos agora que trabalhar para concretizar no território esta rota, o que vai obrigar actores públicos, desde as autarquias até aos operadores privados a trabalharem em conjunto”, sustentou Ricardo Magalhães, presidente da Estrutura de Missão do Douro. A existência de quatro bens portugueses e seis espanhóis ao longo da Bacia do Douro motivou este projecto transfronteiriço, orçado em 140 mil euros. Apoiado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e pela Estrutura de Missão do Douro, a Rota é co-financiada pelo ON – Operação Norte, através de fundos estruturais. Para breve está também o aviso público dos primeiros concursos do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro que, segundo Ricardo Magalhães, irá beneficiar a Rota da Bacia do Douro. Mais do que um projecto de desenvolvimento turístico, esta Rota contribuirá para o desenvolvimento regional. “Não há projectos de desenvolvimento turístico que não sejam projectos de desenvolvimento patrimonial, porque se assim não for, em vez de trazer valor, diminui e isso não é razoável”, referiu Ricardo Magalhães.

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