Página Inicial | Sexta-Feira, 10 de Setembro de 2010

Chaves // SOS Hepatites alerta para o rastreio Por: Daniel Faiões / Secção: Actual / 07-07-2008 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Daniel Faiões Anabela Taveira, coordenadora do núcleo em Chaves
Instituição foi criada com o objectivo de sensibilizar para a doença e dar apoio aos doentes infectados

A SOS Hepatites é uma associação que existe há 5 anos em Portugal, com sede em Lisboa. A 14 de Maio foi aberta publicamente uma delegação em Chaves que pretende dar apoio e consciencializar as pessoas do distrito para a doença. “Decidimos abrir em Chaves, porque resolvi dar a cara como doente e perceber os problemas dos tratamentos, dos doentes infectados com algum tipo de hepatite e também com a parte da discriminação, porque normalmente se associa este tipo de patologia a pessoas que têm determinado comportamento de risco”, revelou Anabela Taveira, coordenadora do núcleo. Os telefonemas que vai recebendo são normalmente de pessoas que estão em fase de tratamento. “O procedimento é um bocado agressivo e as pessoas precisam normalmente de muito apoio psicológico. A parte psicológica é muito complicada na fase de tratamento e as pessoas muitas das vezes fecham-se porque não têm a quem recorrer, ou vão a um psicólogo particular porque têm muita necessidade de falar. Como existe tanta discriminação e marginalização, por vezes não recorrem a ninguém”, confessa. A hepatite, que é muitas vezes associada à toxicodependência ou à promiscuidade tem outras formas de contaminação “que as pessoas não têm consciência de que existem. Uma hepatite C pode ser passada através do sangue, em transfusões, ou de uma forma tão simples como ir a um dentista, ou ir arranjar as unhas, sendo infectado através de objectos cortantes”, garante. Em relação à discriminação, Anabela Taveira conta que ´”há histórias incríveis como mandar fechar uma piscina, mandar fechar uma praia e as pessoas apontarem e dizerem, olha aquele que ali vai está cheio de hepatites”. Anabela Taveira explicou que “o tratamento tem a duração de 48 semanas e mediante o peso da pessoa são tomados cinco ou seis comprimidos e uma injecção semanal”. Um tratamento algo difícil, uma vez que “provoca um mal-estar terrível, é como se tivéssemos constantemente uma daquelas gripes fortíssimas. Não é nada que não se aguente, mas é evidente que custa, a palidez, o emagrecimento, a queda do cabelo, vómitos náuseas e diarreias”. Anabela Taveira alertou ainda para que haja “uma maior sensibilização por parte dos médicos de família, que muitas vezes menosprezam as queixas dos doentes. O rastreio deve ser iniciativa da pessoa, é muito simples e pode travar um bocado esta epidemia. Para isso basta apenas dirigir-se ao médico de família e pedir que lhe seja feito o teste”, concluiu. A delegação aguarda um espaço físico que será cedido pela câmara municipal de Chaves, estando para já disponíveis o telemóvel e contacto de e-mail da responsável. E- mail: ana.taveira@soshepatites.org.pt Telemóvel: 963146410

O que achou desta notícia?

1 Comentário Feed

Paulo Guerreiro · escreveu em 19-05-2010 às 16:07:47
Saudações.
Vivo no Algarve e hoje 19/05/2010 sobe pela TV que é o dia Mundial da Hepatite, por conseguinte pensei em fazer o teste à hepatite, no entanto ao me doslocar ao centro de saúde nao havia qualquer tipo de rastreio a após imformação no local fiquei sabendo que teria de marcar consulta o que iria levar bastante tempo a ter lugar.
Venho desta forma tentar saber se existe local na minha área (Portimão, Lagôa e Silves) onde se possa fazer o teste mais breve.

Antecipadamente agradecido.
Deixe o seu Comentário

(necessário)

(opcional)

(opcional)

(necessário)

Nota: Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.


Login de Assinantes //

  Recuperar password

Última edição em PDF
Edição 3285 - 09 de Setembro
Publicidade // Anuncie aqui... Estatísticas das notícias // Últimas notícias por secção //