Desporto // Futebol - II Divisão

Casimiro regressou a Bragança 24 anos depois

António G. Rodrigues em Sex, 05/07/2013 - 12:00

Foi em 1989 que Casimiro deixou Bragança pela última vez. O defesa esquerdo, que brilhou nos relvados transmontanos entre 1987 e 1989 trabalha agora na Associação de Futebol de Setúbal, que participou, na semana passada, no torneio Lopes da Silva. O Mensageiro encontrou-o na bancada de um estádio que bem conhece, o Municipal de Bragança.
“Recordo-me de muita coisa. De muitos amigos que aqui deixei. Tive a oportunidade de reencontrar alguns deles aqui no torneio (Lopes da Silva). Recordo-me do clube onde estive bem e ao qual me adptei, apesar de ter vindo para aqui de muito longe, 600 quilómetros, sozinho, muito jovem, com apenas 19 anos. De certa maneira, foi uma coisa boa que me aconteceu. Deixa saudades”, garante o jogador que passou ainda por Felgueiras, Marco, Atlético, Leixões ou Peniche. E no Nordeste Transmontano reencontrou muitos amigos, os suficientes para um repasto à mesa. “Já estive com o Adriano, com o Fernandinho, com o Sena e pouco mais. Mas ainda esta semana vou jantar com este pessoal, para convivermos e rever-nos uns aos outros. Um pouco mais gordos e mais velhos, tem de ser. Vai ser engraçado”, frisou.
Na altura, no plantel do GD Bragança pontificavam nomes como Nicasse, Fernandinho, Edmilson, Eusébio, Jorge Paixão, Carlos Gomes, Sena, Djair ou Adérito, para além de outros como Lico, Adriano ou Cancelinha. Marconi era o treinador. Um plantel que brilhava na II Divisão, para onde o Bragança regressa este ano. “Quem está ligado ao desporto, e através dos jornais, vai tendo conhecimento dos resultados e das classificações, jornada a jornada, de vários campeonatos. E até tenho tido mais atenção porque há algumas épocas estava aqui (no GDB) um treinador que tinha sido meu colega no Felgueiras e que, por coincidência da vida reencontrei aqui, o Lopes da Silva (treinador dos iniciados do GDB). A vida dá muitas voltas. Ele veio do Brasil para jogar à bola e cá ficou”, diz Casimiro, que ainda recorda o estádio cheio.

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